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Nº 75: Eleições e competição política - Coordenado por Jaqueline Zulini (FGV CPDOC)

Prazo de submissão entre 01/06/2021 a 01/09/2021. Lançamento em 01/01/2022

Historicamente, os estudos políticos privilegiaram a análise das eleições e da competição política em contextos democráticos por suporem que a ampla participação eleitoral e as garantias à alternância de poder consistiam nas condições mínimas necessárias para caber se considerar um regime político representativo (DAHL, 1971; SCHUMPETER, 1960). Contudo, o reconhecimento do caráter aristocrático das eleições (MANIN, 1995) abriu caminho para o resgate dos estudos eleitorais em contextos liberais mundo afora e já ecoa na literatura brasileira. Esse dossiê propõe justamente dar visibilidade às novas narrativas sobre as eleições e a competição política no Brasil da Primeira República e na Era Vargas, sobretudo com ênfase na forma como os partidos organizavam as eleições, os candidatos faziam campanha, e a certificação dos resultados eleitorais acontecia. Trata-se de uma oportunidade de difundir pesquisas sobre regimes originalmente mal-avaliados pela literatura clássica sobretudo devido ao sufrágio restrito e à praticamente nula possibilidade de alternância política, mas capazes de serem ressignificados dentro dos novos referenciais teóricos da literatura comparada.

Nº 76: Cidades nas Ciências Sociais no Brasil - Coordenado por SIlvia Monnerat  (FGV CPDOC) e Raphael Bispo (UFJF)

Prazo de submissão entre 01/10/2021 a 01/01/2022. Lançamento em 01/05/2022

Ao longo das últimas décadas, os debates ligados às “cidades” tornaram-se temáticas privilegiadas no campo das ciências sociais no Brasil. A abordagem do “fenômeno urbano” ajudou inclusive na consolidação no país de disciplinas científicas já consagradas em contextos internacionais, como a antropologia e a sociologia. Nesse sentido, o dossiê pretende estabelecer um olhar analítico para essa plural cena dos estudos urbanos nas ciências sociais, buscando reunir artigos que problematizem os caminhos e trajetórias dessas pesquisas no Brasil. Serão privilegiados trabalhos com os seguintes enfoques: 1) exame das diferentes perspectivas teóricas e metodológicas que organizaram o modo como se recortou os estudos das urbanidades no país; 2) reflexões sobre momentos específicos, obras, correntes, núcleos ou “escolas” que instituíram uma tradição epistemológica na academia brasileira sobre a cidade;  3) análises de trajetórias e contribuições de pesquisadores/as que voltaram seus estudos para essas temáticas, sejam elas figuras consagradas ou outsiders do campo científico hegemônico; 4) artigos com a finalidade de apresentar balanços mais abrangentes e representativos acerca da produção teórica e/ou etnográfica sobre o tema, trazendo uma visão transversal das questões que organizaram a reflexão no Brasil.  

Nº 77: Experiências intelectuais negras: Brasil e diáspora - Coordenado por Mário Augusto (Unicamp) e Vitor Aquino (UFRGS)

Prazo de submissão entre 01/02/2022 a 01/05/2022. Lançamento em 01/09/2022

A experiência intelectual negra brasileira e da diáspora africana é um tema de pesquisa em grande desenvolvimento, por diferentes áreas de conhecimento. Tem composto um desafio, seja pelo acesso às fontes, silêncios e silenciamentos, pela invisibilidade histórica de sua existência ou uma concepção inadequada e excludente do que seria a produção intelectual. Além disso, há as dinâmicas contextuais e históricas que o racismo contra pessoas negras, inclusive intelectual, adquire nos espaços em que opera. Esperamos ter rendimentos analíticos significativos sobre aquelas experiências intelectuais, tratando de questões de solidariedade e associativismos de intelectuais negras e negros nacionais ou transnacionais, finalmente, valorizando a produção de conhecimento que todas e todos produziram sobre sua condição e experiência, sobre o racismo e a discriminação, sua experiência moderna, em contextos nacionais e transnacionais. A experiência intelectual negra é uma componente crítica da modernidade ocidental, branca, capitalista, burguesa, patriarcal, machista e homofóbica. Ela precisa ser discutida, especialmente no que importa como insubordinação crítica e vital às realidades racistas, colonialistas e neocolonais a que os sujeitos da modernidade foram submetidos. Acreditamos que esta proposta contribui, ainda, para discutir a explosão transnacional dos debates e protestos antirracistas que, em meados de 2020, voltaram à tona com uma força imprevista e impactam ainda o ano de 2021. Além do tema da pandemia da COVID-19, o antirracismo foi um dos grandes fatos políticos do ano, levando às ruas movimentos de protesto à violência racista em diferentes partes do mundo, em seus diferentes aspectos, tocados particularmente pela violência policial e a crítica aos lugares de memória social.

No 78: Memória e História da Mídia - Coordenador por Christina Musse (UFJF) e Rosali Henriques (Nova de Lisboa)

Prazo de submissão entre 01/06/2022 a 01/09/2022. Lançamento em 01/01/2023

A revista Estudos Históricos convida os profissionais das diversas áreas do conhecimento a submeterem artigos inéditos sobre a temática: memória e história da mídia. A memória é um tema interdisciplinar. E, desde os anos 2000, tem aumentado a produção de estudos sobre a memória nos mais variados campos de conhecimento. Destacamos também o aumento de estudos sobre a história da mídia no Brasil, tanto nas pós-graduações em Comunicação como nas pós-graduações em História. Conhecer as histórias da mídia impressa, radiofônica, audiovisual e digital é fundamental para entendermos os processos históricos contemporâneos. A produção desse tipo de pesquisa hoje demonstra a importância desse debate no campo das Humanidades e das Ciências Sociais Aplicadas. Nesse sentido, o dossiê se interessa particularmente pelos estudos que discutem o papel das mídias no processo histórico brasileiro contemporâneo. 

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