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Nº 80: História Ambiental  - Coordenado por Sandro Dutra e Silva (UFG) e Samira Moretto (UFFS)

Prazo de submissão entre 01/02/2023 a 15/05/2023. Lançamento em 09/2023

A História Ambiental tem se mostrado uma área do conhecimento que oferece novos caminhos para pensar a História, assim como também novas formas de pensar as interações com meio ambiente. Desta forma, a História Ambiental ultrapassa a esfera de apenas ser um campo de pesquisa, mas, sobretudo, busca apresentar respostas à crise socioambiental. A exemplo disso, cita-se o caso dos biomas brasileiros, que sofreram alterações no passar dos séculos, que acarretaram drásticas modificações e a necessidade de elaboração de medidas visando a preservação e conservação desses sistemas ecológicos. Entende-se que transformações ambientais não podem ser estudadas de forma isolada, sem compreender as interconexões, que ultrapassam os limites regionais, projetando-se, por vezes, a escalas globais.  Desta forma, o presente dossiê procura agrupar estudos dedicados às relações entre a História e meio ambiente, com ênfase nas concepções, atitudes e atividades humanas e não-humanas na transformação das paisagens. Bem como os estudos que analisam as consequências dessas transformações para as comunidades naturais e sociais. Serão priorizados os trabalhos que se dedicam a analisar os seguintes temas: 1) estudos relacionados aos movimentos migratórios humanos e não-humanos (flora/fauna); 2) as transformações ambientais ocorridas no processo de formação dos territórios e fronteiras; 3) a devastação do patrimônio ambiental e os usos dos recursos naturais; 4) as relações entre as comunidades tradicionais e o meio ambiente; 5) as interações regionais, nacionais e transnacionais com o meio natural. 

Nº 81: Elites políticas e sociais - Coordenado por Jaqueline Porto Zulini (FGV CPDOC)

Prazo de submissão entre 01/06/2023 a 01/09/2023. Lançamento em 01/2024.

O estudo das elites se firmou como uma área interdisciplinar por definição (BEST; HIGLEY, 2018; COTTA; BEST, 2007; PERISSINOTTO; CODATO, 2015). A própria multiplicidade de propósitos de pesquisa tornou a investigação dos grupos dominantes na hierarquia social evidentemente refratária aos purismos metodológicos, concitando historiadores, sociólogos, cientistas políticos, economistas e muitos outros especialistas à interlocução direta. Esse número propõe justamente dar visibilidade às múltiplas estratégicas teórico-metodológicas e evidências encontradas pelos analistas que têm se dedicado a compreender as metamorfoses das elites políticas e sociais. Serão privilegiados trabalhos que problematizem as transformações no recrutamento partidário e as mudanças no perfil dos parlamentares, das elites econômicas e dos dirigentes dos movimentos sociais. Trata-se de um conjunto de demandas crescentes do campo das Humanidades, sobretudo diante do progressivo questionamento dos canais tradicionais de representação política e ação social (MANIN, 2012; URBINATI, 2013), potencializado com o ataque às instituições democráticas que abriu caminho, nos últimos anos, para a ascensão de líderes populistas (LEVITSKY; ZIBLATT, 2018). Em linha com a tradição interdisciplinar da revista Estudos Históricos e o pioneirismo da FGV CPDOC na concepção do Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (DHBB), a maior enciclopédia sobre a elite política brasileira, a chamada representa, no limite, uma oportunidade para convocar os estudiosos das elites a refletir sobre a trajetória do regime representativo.

Nº 82: 60 anos do golpe de 64 - Coordenado por Elaine de Almeida Bortone (CEDERJ/UNIRIO) e Vicente Gil da Silva (UFRJ)

Prazo de submissão entre 01/10/2023 a 01/01/2024. Lançamento em 01/05/2024

A efeméride dos 60 anos do golpe de 1964 é um tema de interesse para a pesquisa acadêmica e para o debate político nacional. Este dossiê busca reunir artigos que abordem questões candentes relativas a este evento. Serão priorizados os artigos que tenham como foco um balanço historiográfico da produção acadêmica das últimas décadas, buscando particularmente caracterizar as especificidades das mobilizações político-ideológicas que culminaram na deposição do governo de João Goulart e refletir sobre a natureza do regime instaurado a partir de abril de 1964. Esta prioridade pode ser expressa em texto que enfatizem, por exemplo: 1) Uma revisão bibliográfica e/ou documental sobre temas específicos da produção historiográfica em relação ao golpe e ao regime instaurado em 1964: questões econômicas, políticas, ideológicas, religiosas, de gênero, raça, classe, etc. 2) As causalidades e condicionantes econômicas e políticas do golpe de 1964: aspectos nacionais e internacionais; 3) A atuação de grupos econômicos estatais e privados, nacionais e internacionais, na articulação que levou ao golpe de 1964 e o seu papel na sustentação da ditadura militar; 4) A política econômica e financeira do regime ditatorial; 5) Repressão aos sindicatos e trabalhadores de empresas públicas e privadas, partidos políticos e movimentos da esquerda brasileira; 6) Papel do regime ditatorial brasileiro na repressão nos países sul-americanos entre os anos 1960 e 1980; 7) Papel e formas de participação de militares no golpe e na dinâmica do regime pós-64; 8) Características e práticas do sistema repressivo articulado durante o regime ditatorial; 9) Dinâmica institucional do regime pós-64: partidos políticos oficiais, poderes Executivo, Legislativo e Judiciário; 10) Ditadura, educação e cultura; 11) Balanço das permanências e rupturas entre o Brasil pré e pós golpe de 64.

Nº 83: Fome e alimentação na história - Coordenado por Rômulo de Paula Andrade (PPGHCS/COC-Fiocruz) e Stefan Pohl-Valero (Universidad del Rosario/Bogotá, Colômbia)

Prazo de submissão entre 01/02/2024 a 01/05/2024. Lançamento em 09/2024

Nos últimos anos, fome e alimentação deixaram de ser assuntos complementares nos livros de História para se transformarem em objetos centrais de estudo. As mudanças dos hábitos alimentares e dos contextos que os cercam envolvem a correlação de inúmeros fatores, que têm mobilizado historiadores e cientistas sociais. O objetivo do dossiê é buscar artigos que trabalhem as relações entre alimentação, sua ausência e seus públicos em diferentes instituições, organizações e perspectivas. Além disso, o enfoque recairá sobre a intervenção de médicos, e de profissionais de saúde na alimentação das populações, no combate à mortalidade infantil e à fome. Tema urgente no contexto atual, os debates envolvendo a fome e a história da alimentação têm privilegiado também a atuação de cientistas sociais no conhecimento e na tentativa de mudança de hábitos alimentares em comunidades tradicionais e povos originários nos países do continente americano.  Buscamos, por fim, trabalhos que abordem desde a história cultural de hábitos alimentares, até perspectivas mais pautadas nas políticas públicas de alimentação e de combate à fome.

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