Um modelo para a introdução do teletrabalho em Lisboa
Palavras-chave:
Lisboa, Novos métodos de trabalho, Teletrabalho, Espaço urbano, Espaço habitacionalResumo
Arquitectura é mais que objectos construídos. É conjugar beleza, força e sabedoria na construção e transformação do meio ambiente, realizando a harmonia do espaço e da vivência renovando paradigmas de concepção e planeamento do espaço. A insustentabilidade da moderna vida humana é consequência da dissociação geográfica entre as duas necessidades básicas do ser vivo: o consumo e a produção. As tecnologias de informação e comunicação (TIC) são um meio possível para minorar ou pontualmente eliminar este aspecto. Lisboa é o centro de uma área urbana de 84 km², com 2,5 milhões de habitantes e 1,6 milhões de postos de trabalho, com graves problemas de tráfego, descaracterização, insegurança, poluição e desigualdades. Entrevistas com diferentes autoridades em Lisboa e questionários direccionados, demonstraram um quase desconhecimento da população e dos decisores relativamente às características dos novos métodos de trabalho. O desejo de mudança é, no entanto, evidente e existe um sentimento comum de que as TIC podem impulsionar e sustentar essa mudança. O teletrabalho exige infraestruturas de telecomunicações, técnicas de gestão de funções e de pessoal, conhecimentos de tecnologias de informação e comunicação e o espaço e conforto necessário ao posto de trabalho. A gestão tradicional e a iletracia tecnológica, acrescidos custos das telecomunicações e as insuficiências habitacionais são os principais impedimentos à sua implementação. Esta dissertação desenvolve um modelo conceptual para a Introdução do Teletrabalho na Área Metropolitana de Lisboa que, assente numa análise multidisciplinar, propõe caminhos alternativos ao arquitecto que pretenda assumir-se como agente da mudança.Downloads
Publicado
2004-01-01
Como Citar
GOMES, C. C. Um modelo para a introdução do teletrabalho em Lisboa. Revista Portuguesa e Brasileira de Gestão, Rio de Janeiro, RJ, v. 3, n. 1, p. 55–56, 2004. Disponível em: https://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/rbpg/article/view/79282. Acesso em: 21 nov. 2021.
Edição
Seção
Teses