Show do trilhão no RGPS? Quantificando os aspectos fiscais e distributivos da reforma da previdência do governo Bolsonaro

Autores

  • Luís Eduardo Afonso Universidade de São Paulo
  • João Vinícius França Carvalho Universidade de São Paulo

Palavras-chave:

previdência social, reforma da previdência, RGPS, aposentadoria, aspectos distributivos

Resumo

Este trabalho calcula os impactos fiscais e distributivos no RGPS, originados da proposta de reforma previdenciária do governo Bolsonaro. Emprega-se um modelo de microssimulação que calcula as contribuições e os benefícios de aposentadoria e pensão. As despesas passariam de R$ 13,42 trilhões para R$ 10,59 trilhões em três décadas. O passivo previdenciário líquido cairia de R$ 5,99 trilhões para R$ 3,43 trilhões. As Taxas de Reposição cairiam de 73,99% para 67,65%. As Alíquotas Necessárias iriam de 42,70% para 32,87%. As Taxas Internas de Retorno reduziriam de 2,37% para -1,00%. A Duração Média das Aposentadorias cairia de 19,45 para 16,46 anos.

Biografia do Autor

Luís Eduardo Afonso, Universidade de São Paulo

Possui graduação em Engenharia de Produção - Área Mecânica pela Universidade de São Paulo (1990), graduação em Economia pela Universidade de São Paulo (1994), mestrado em Economia de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas - SP (1999) e doutorado em Economia pela Universidade de São Paulo (2003). De setembro de 2007 a 2012 foi Professor Doutor do Departamento de Contabilidade e Atuária (EAC) da FEA/USP. Desde setembro de 2012 é Professor Doutor 2 do EAC/FEA/USP. De agosto de 2010 a agosto de 2012 foi coordenador do Programa de Pós-Graduação em Controladoria e Contabilidade do Departamento de Contabilidade e Atuária (PPGCC) da FEA/USP. Desde agosto de 2012 é vice-coordenador do PPGCC. Tem experiência na área de Economia, com ênfase em Economia dos Programas de Bem-Estar Social, atuando principalmente nos seguintes temas: Previdência Social, Atuária, Seguro, Microsseguro e Educação.

João Vinícius França Carvalho, Universidade de São Paulo

Bacharelem Estatística pelo Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (2007) e em Ciências Atuariais pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (2012). Mestre em Estatística (2011) e Doutor em Estatística (2017), ambos pelo Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo. Atualmente é Professor Doutor do Departamento de Contabilidade e Atuária da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo, onde se dedica a atividades de pesquisa e ensino em Ciências Atuariais. Tem experiência nas áreas de Estatística e Atuária, com ênfase em Probabilidade e Estatística Aplicadas, atuando principalmente nos seguintes temas: Matemática Atuarial de Seguros de Pessoas (Vida e Previdência), Modelagem de Seguros de Danos (Não-Vida; Patrimoniais), Teoria do Risco e da Ruína e Econometria de Séries Temporais. É membro do Instituto Brasileiro de Atuária, sob registro 2504.

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Publicado

2021-09-14

Edição

Seção

Artigos