Dê-me segurança ou lhe dou um "não": em busca do eleitor mediano no referendo das armas

Autores

  • Ari Francisco de Araujo Junior IBMEC Minas Gerais
  • Fábio Augusto Reis Gomes IBMEC São Paulo
  • Márcio Antônio Salvato PUC Minas e IBMEC Minas Gerais
  • Cláudio Djissey Shikida IBMEC Minas Gerais

Resumo

Em 2005, a sociedade brasileira participou de um referendo sobre o comércio legal de armas de fogo, e optou pela manutenção deste comércio. Nesse processo dois grupos de interesse foram formados, o grupo do SIM, favorável à proibição do comércio de armas de fogo, e o grupo do NÃO, em posição oposta. Assim, o objetivo deste artigo é analisar os argumentos de cada grupo, a partir de um modelo analítico e identificar os determinantes do resultado do referendo, utilizando dados em nível municipal. Os resultados indicam que a proporção de votos no NÃO é negativamente correlacionado com a taxa de homicídio em 2002 e positivamente correlacionado com a variação desta taxa de 1995 a 2002. Assim, nos municípios em que a escalada recente da violência foi maior, os cidadãos não desejam abrir mão do direito de adquirirem armas de fogo.

Biografia do Autor

Cláudio Djissey Shikida, IBMEC Minas Gerais

IBMEC-MG, full-time professor

Publicado

2007-07-07

Edição

Seção

Artigos