Combinações comportamentais explicativas da colaboração em redes de suprimentos

Autores

  • Roberta de Cássia Macedo Universidade Federal de Minas Gerais, Centro de Pós-Graduação e Pesquisas em Administração, Belo Horizonte, MG, Brasil | Universidade FUMEC, Faculdade de Ciências Econômicas, Belo Horizonte, MG, Brasil | Centro Universitário UNA, Belo Horizonte, MG, Brasil https://orcid.org/0000-0002-5191-3542
  • Ricardo Silveira Martins Universidade Federal de Minas Gerais, Centro de Pós-Graduação e Pesquisas em Administração, Belo Horizonte, MG, Brasil https://orcid.org/0000-0001-9717-3896
  • Jonathan Simões Freitas Universidade Federal de Minas Gerais, Centro de Pós-Graduação e Pesquisas em Administração, Belo Horizonte, MG, Brasil https://orcid.org/0000-0001-5681-4327

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0034-759020210604

Palavras-chave:

Traços da personalidade, cultura organizacional, csQCA, colaboração, rede de suprimentos.

Resumo

O objetivo deste estudo foi investigar se combinações de fatores da Cultura Organizacional (CO) e dos Traços da Personalidade de gestores de compras e vendas são relevantes para explicar a colaboração na rede de suprimentos (CRS). Utilizaram-se como referenciais teóricos: Behavioral Operations Management (BOM), Comportamento Organizacional e Rede de Suprimentos (RS). Aplicou-se questionário eletrônico, autoadministrado e baseado em instrumentos difundidos na literatura. A análise foi feita pela Qualitative Comparative Analysis com condições dicotomizadas. A CRS com fornecedores apresentou diferentes associações com os construtos comportamentais quando comparados com a CRS com clientes, evidenciando que há diferenças comportamentais entre gestores de compras e de vendas. A qualificação da CRS sugere que as exigências comportamentais para a contratação de gestores de compras e de vendas são diferentes, assim como as relações com os clientes são prioritárias dentro da organização.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Alfalla-Luque, R., Marin-Garcia, J. A., & Medina-Lopez, C. (2015). An analysis of the direct and mediated effects of employee commitment and supply chain integration on organisational performance. International Journal of Production Economics, 162, 242-257. doi: 10.1016/j.ijpe.2014.07.004

Barbosa, L. N. de H. (1996). Cultura administrativa: Uma nova perspectiva das relações entre antropologia e administração. RAE-Revista de Administração de Empresas, 36(4), 6-19. doi: 10.1590/S0034-75901996000400002

Barratt, M., & Barratt, R. (2011). Exploring internal and external supply chain linkages: Evidence from the field. Journal of Operations Management, 29(5), 514-528. doi: 10.1016/j.jom.2010.11.006

Bartholomeu, D. B. (2017). Traços de personalidade e comportamentos de risco no trânsito: Um estudo correlacional. Psicologia Argumento, 26(54), 193. doi: 10.7213/psicolargum.v26i54.19685

Bendoly, E., Donohue, K., & Schultz, K. L. (2006). Behavior in operations management: Assessing recent findings and revisiting old assumptions. Journal of Operations Management, 24(6), 737-752. doi: 10.1016/j.jom.2005.10.001

Betarelli, A. A., Junior, & Ferreira, S. F. (2018). Introdução à análise qualitativa comparativa e aos Conjuntos Fuzzy (Fsqca). Recuperado de http://repositorio.enap.gov.br/bitstream/1/3333/1/Livro_Introdução à análise qualitativa comparativa e aos conjuntos Fuzzy.pdf

Blackman, T. (2013). Exploring explanations for local reductions in teenage pregnancy rates in England: An approach using qualitative comparative analysis. Social Policy and Society, 12(1), 61-72. doi: 10.1017/S1474746412000358

Boudreau, J., Boudreau, J., Hopp, W., Hopp, W., McClain, J. O., McClain, J. O., … Thomas, L. J. (2003). Commissioned paper: On the interface between operations and human resources management. Manufacturing & Service Operations Management, 5(3), 179-202. doi: 10.1287/msom.5.3.179.16032

Brito, E. P. Z., Sambiase, M. F., Ferreira, F. C. M., & Silva, A. A. Da. (2017). The effect of uncertainty and cooperative behavior on operational performance: Evidence from Brazilian firms. Journal of Operations and Supply Chain Management, 10(2), 71. doi: 10.12660/joscmv10n2p71-84

Busse, C., Meinlschmidt, J., & Foerstl, K. (2017). Managing information processing needs in global supply chains: A prerequisite to sustainable supply chain management. Journal of Supply Chain Management, 53(1), 87-113. doi: 10.1111/jscm.12129

Cao, M., Vonderembse, M., Zhang, Q., & Ragu-Nathan, T. S. (2010). Supply chain collaboration: Conceptualisation and instrument development. International Journal of Production Research, 48(22), 6613-6635. doi: 10.1080/00207540903349039

Cooke, R. A., & Rousseau, D. M. (1988). Behavioral norms and expectations: A quantitative approach to the assessment of organizational culture. Group & Organization Management, 13(3), 245-273. doi: 10.1177/105960118801300302

Duşa, A. (2007). User manual for the QCA(GUI) package in R. Journal of Business Research, 60(5), 576-586. doi: 10.1016/j.jbusres.2007.01.002

Espírito-Santo, H., & Daniel, F. (2015). Calcular e apresentar tamanhos do efeito em trabalhos científicos: As limitações do p < 0,05 na análise de diferenças de médias de dois grupos. Revista Portuguesa de Investigação Comportamental e Social, 1(1), 3-16. doi: 10.5965/1984723816352016153

Faveri, D. B. De, & Knupp, P. D. S. (2018). Finanças comportamentais: Relação entre traços de personalidade e vieses comportamentais. Base – Revista de Administração e Contabilidade, 15(1), 18-30. doi: 10.4013/base.2018.151.02

Fawcett, S. E., McCarter, M. W., Fawcett, A. M., Webb, G. S., & Magnan, G. (2015). Supply chain management : An international journal article information. Supply Chain Management: An International Journal, 20(6), 648–663. doi: 10.1108/SCM-08-2015-0331

Ferreira, M. C., & Assmar, E. M. L. (2008). Cultura organizacional. In M. M. M. Siqueira (Eds.), Medidas do comportamento organizacional: Ferramentas de diagnóstico e de gestão (pp.125-138). Porto Alegre, RS: Artmed.

Ferreira, M. C., Assmar, E. M. L., Estol, K. M. F., Helena, M. C. da C. C., & Cisne, M. do C. F. (2002). Desenvolvimento de um instrumento brasileiro para avaliação da cultura organizacional. Estudos de Psicologia, 7(2), 271-280. doi: 10.1590/S1413-294X2002000200008

Fiss, P. C. (2007). A set-theoretic approach to organizational configurations. Academy of Management Review, 32(4), 1180-1198. doi: 10.5465/AMR.2007.26586092

Fleury, M. T. L. (2009). Organizational culture and the renewal of competences. BAR – Brazilian Administration Review, 6(1), 1-14. doi: 10.1590/S1807-76922009000100002

Flynn, B. B., Huo, B., & Zhao, X. (2010). The impact of supply chain integration on performance: A contingency and configuration

approach. Journal of Operations Management, 28(1), 58-71. doi: 10.1016/j.jom.2009.06.001

Frohlich, M. T., & Westbrook, R. (2001). Arcs of integration: An international study of supply chain strategies. Journal of Operations Management, 19(2), 185-200. doi: 10.1016/S0272-6963(00)00055-3

Galaskiewicz, J. (2011). Studying supply chains from a social network perspective. Journal of Supply Chain Management, 47(1), 4-8. doi: 10.1111/j.1745-493X.2010.03209.x

García, L. F. (2006). Teorias psicométricas da personalidade. In C. F. Mendonza, R. Colom,(Eds.), Introdução à psicologia das diferenças individuais (pp. 219-242). Porto Alegre, RS: Artmed

Gino, F., & Pisano, G. (2007). Toward a theory of behavioral operations. Manufacturing & Service Operations Management, 10(4), 676–691. doi: 10.1287/msom.1070.0205

Gligor, D. M., & Holcomb, M. (2013). The role of personal relationships in supply chains: An exploration of buyers and suppliers of logistics services. The International Journal of Logistics Management, 24(3), 328-355. doi: 10.1108/IJLM-07-2012-0067

Griffin, R. W., & Moorhead, G. (2006). Fundamentos do comportamento organizacional. São Paulo, SP: Ática.

Hair, J. F. J., Babin, B., Money, A. H., & Samouel, P. (2005). Fundamentos de métodos de pesquisa em administração. Porto Alegre, RS: Bookman.

Hair, J. F. J., Hult, G. T. M., Ringle, C. M., & Sarstedt, M. (2017). A primer on partial least squares structural equation modeling (PLS-SEM). Los Angeles, USA: Sage Publications.

Heide, J. B., & Miner, A. S. (1992). The shadow of the future: Effects of anticipated interaction and frequency of contact on buyer-seller cooperation. Academy of Management Journal, 35(2), 265-291. doi: 10.2307/256374

Hilal, A. V. G. De. (2006). Brazilian national culture, organizational culture and cultural agreement: Findings from a multinational company. International Journal of Cross Cultural Management, 6(2), 139-167. doi: 10.1177/1470595806066325

Hofstede, G., Neuijen, B., Ohayv, D. D., & Sanders, G. (1990). Measuring organizational cultures: A qualitative and quantitative study across twenty cases. Administrative Science Quarteriy, 35(2), 286-316. doi: 10.2307/2393392

John, O. P., & Srivastava, S. (1999). The Big-Five trait taxonomy: History, measurement, and theoretical perspectives. In L. A. Pervin & O. P. John (Eds.), Handbook of personality: Theory and research (pp. 102-138). New York: Guilford Press. doi: citeulike-article-id:3488537

Katsikopoulos, K. V., & Gerd, G. (2013). Behavioral operations management: A blind spot and a research program. 49(1), 3-7. doi: 10.1111/j.1745-493x.2012.03285.x

Kim, Y., Choi, T. Y., Yan, T., & Dooley, K. (2011). Structural investigation of supply networks: A social network analysis approach. Journal of Operations Management, 29(3), 194-211. doi: 10.1016/j.jom.2010.11.001

Lacerda, D. P. (2011). Cultura organizacional: Sinergias alergias entre Hofstede e Trompenaars. Revista de Administração Pública, 45(5), 1285-1301. doi: 10.1590/S0034-76122011000500003

Loch, C. H., & Wu, Y. (2007). Behavioral operations management. Journal of Experimental Psychology: General, 136(1), 23-42.

Makhdoom, H. ur R., Anjum, A., Kashif, M. T., & Riaz, W. (2016). Supply chain integration and operational performance: Moderating role of organizational culture. International Journal of Academic Research in Business and Social Sciences, 6(12), 644-657. doi: 10.6007/IJARBSS/v6-i12/2526

Malhotra, N. (2012). Pesquisas de marketing: Uma orientação aplicada (6a ed.). Porto Alegre, RS: Artmed.

Marx, A. (2010). Crisp-set qualitative comparative analysis (csQCA) and model specification: Benchmarks for future csQCA applications. International Journal of Multiple Research Approaches, 4(2), 138-158. doi: 10.5172/mra.2010.4.2.138

Marx, A., Cambre, B., & Rihoux, B. (2013). CRISP-SET qualitative comparative analysis in organizational studies. In P. Fiss, B. Cambré, & A. Marx (Eds.), Research in the Sociology of Organizations: Configurational Theory and Methods in Organizational Research (Vol. 38, Issue January, pp. 23–47). Bingley (UK): Emerald Group Publishing. doi: 10.1108/S0733-558X(2013)0000038006

Marx, A., & Dusa, A. (2010). Crisp-set qualitative comparative analysis (csQCA) and model specification: Benchmarks for future csQCA applications. International Journal of Multiple Research Approaches, 4(2), 138-158. https://doi.org/10.5172/mra.2010.4.2.138

Matell, M. S., & Jacoby, J. (1971). Is there an optimal number of alternatives for Likert scale items? Study I: Reliability and validity. Educational and Psychological Measurement, 31(3), 657-674. doi: 10.1177/001316447103100307

McCrae, R. R. (2006). O que é personalidade. In C. E. Flores-Mendoza, R. Colom (Eds.), Introdução à psicologia das diferenças individuais (pp. 203-218). Porto Alegre, RS: Artmed.

Nakano, T. de C. (2014). Personalidade: Estudo comparativo entre dois instrumentos de avaliação. Estudos de Psicologia, 31(3), 347–357. doi: 10.1590/0103-166X2014000300003

Oliven, R. G. (2009). Cultura e personalidade. In R. G. Oliven (Ed.), Metabolismo social da cidade e outros ensaios (p. 51). Centro

Edelstein de Pesquisas Sociais. Recuperado de https://core.ac.uk/reader/205762230

Ragin, C. C. (2000). Fuzzy-set social science. Chicago, USA: University of Chicago Press.

Ramanathan, U., & Gunasekaran, A. (2014). Supply chain collaboration: Impact of success in long-term partnerships.

International Journal of Production Economics, 147(Part B), 252-259. doi: 10.1016/j.ijpe.2012.06.002

Rihoux, B., & Meur, G. De. (2009). Crisp-set qualitative comparative analysis (csQCA). Applied Social Research Methods Series, 51(1952), 33-69. doi: 10.4135/9781452226569

Rihoux, B., & Ragin, C. C. (Eds.). (2009). Configurational comparative method: Qualitative comparative analysis and related techniques. Los Angeles, USA: Sage Publications.

Robbins, S. P., & Judge, I. A. (2013). Organizational behavior (15th ed.). New Jersey, USA: Pearson Education, Inc.

Schein, E. H. (1996). Culture: The missing concept in organization studies. Source: Administrative Science Quarterly, 41(2), 229-240. doi: 10.2307/2393715

Schneider, C. Q., & Wagemann, C. (2010). Standards of good practice in qualitative comparative analysis (QCA) and fuzzysets.

Comparative Sociology, 9(3), 397-418. doi: 10.1163/156913210X12493538729793

Siegler, J., Biazzin, C., & Fernandes, A. R. (2014). Fragmentação do conhecimento científico em administração: Uma análise crítica. RAE-Revista de Administração de Empresas, 54(3), 254-267. doi: 10.1590/S0034-759020140302

Silva, I. B., & Nakano, T. de C. (2011). Modelo dos cinco grandes fatores da personalidade: Análise de pesquisas. Avaliação Psicológica, 10(1), 51-62. Recuperado de http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1677

&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos. (2016). SATEPSI. Retrieved from http://satepsi.cfp.org.br/default.cfm

Souza, E. C. L. De, & Fenili, R. R. (2016). O estudo da cultura organizacional por meio das práticas: Uma proposta à luz do legado de Bourdieu/The study of organizational culture through practices: A proposal in the light of Bourdieu’s legacy. Caderno EBAPE.BR, 14(4), 872-890. doi: 10.1590/1679-395141183

Stank, T. P., Dittmann, J. P., & Autry, C. W. (2011). The new supply chain agenda: A synopsis and directions for future research. Journal of Small Business and Enterprise Development, 12(4), 564-578. doi: 10.1108/02656710210415703

Stone, H., Bleibaum, R. N., & Thomas, H. A. (2012). Descriptive Analysis. In H. Stone, R. N. Bleibaum, & H. A. Thomas (Eds.), Sensory Evaluation Practices (4th ed., pp. 201–245). New York: Elsevier Inc. doi: 10.1016/C2009-0-63404-8

Thaler, R. H. (2016). "Behavioral Economics: Past, Present, and Future." American Economic Review, 106 (7): 1577-1600.

Tatham, P., Wu, Y., Kovács, G., & Butcher, T. (2017). Supply chain management skills to sense and seize opportunities. The International Journal of Logistics Management, 28(2), 266–289. doi: 10.1108/IJLM-04-2014-0066

Touboulic, A., & Walker, H. (2015). Love me, love me not: A nuanced view on collaboration in sustainable supply chains. Journal of Purchasing and Supply Management, 21(3), 178-191. doi: 10.1016/j.pursup.2015.05.001

Tsanos, C. S., Zografos, K. G., & Harrison, A. (2014). Developing a conceptual model for examining the supply chain relationships between behavioural antecedents of collaboration, integration and performance. The International Journal of Logistics Management, 25(3), 418–462. doi: 10.1108/IJLM-02-2012-0005

Wang, L. (2016). The internal and external resource integration in operation process: A case study. Journal of Service Science and Management, 9, 125-133.

Publicado

2021-10-04

Como Citar

CÁSSIA MACEDO, R. de; SILVEIRA MARTINS, R.; SIMÕES FREITAS, J. Combinações comportamentais explicativas da colaboração em redes de suprimentos. RAE-Revista de Administração de Empresas, [S. l.], v. 61, n. 6, p. 1–16, 2021. DOI: 10.1590/S0034-759020210604. Disponível em: https://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/rae/article/view/84811. Acesso em: 4 dez. 2021.