Ambidestria e coevolução em operações: integrando teoria e prática

Conteúdo do artigo principal

Ely Laureano Paiva

Resumo

Quais fatores influenciam as mudanças relacionadas às operações nas empresas? Usualmente, a área de Gestão de Operações prioriza uma visão técnica de suas questões, muitas vezes com limitada sustentação teórica, distanciando-se consequentemente de outras áreas da Administração. Como a teoria de coevolução poderia ajudar nessa compreensão, tendo contribuições na pesquisa e na prática em Gestão de Operações? Nesse contexto, o desenvolvimento de um novo produto ou de um novo processo de negócio leva a mudanças muitas vezes expressivas na forma com a empresa configura suas operações. O crescimento do comércio eletrônico nas últimas décadas ilustra como a mudança não é apenas na estratégia da empresa, mas envolve as operações ao longo de toda a cadeia de suprimentos. Entretanto, o que impulsionaria a mudança? Diversas respostas aparecem. Inicialmente, pode-se pensar nos recursos internos como os principais propulsores de tais mudanças. Mesmo com críticas à resource-based view (RBV), essa abordagem assumiu um papel preponderante na pesquisa em operações (Bromiley & Rau, 2016). Segundo a RBV, recursos internos, incluindo o líder do negócio, têm sido apontados como centrais para a estratégia e as mudanças nas operações da empresa (Hitt, Xu, & Carnes, 2016). Entretanto, pode-se também buscar causalidades externas, como a influência do setor industrial. Nessa abordagem, é válido considerar a influência de Michael Porter na forma de se pensar a estratégia das empresas por décadas (Hayes & Pisano, 1996).

Downloads

Não há dados estatísticos.

 

 

 

 

Detalhes do artigo

Como Citar
PAIVA, E. L. Ambidestria e coevolução em operações: integrando teoria e prática. RAE-Revista de Administração de Empresas, [S. l.], v. 59, n. 2, p. 144–148, 2019. DOI: 10.1590/S0034-759020190206. Disponível em: https://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/rae/article/view/78676. Acesso em: 25 maio. 2022.
Seção
Perspectivas

Referências

Birkinshaw, J., & Gupta, K. (2013). Clarifying the distinctive contribution of ambidexterity to the field of organization studies. Academy of Management Perspectives, 27(4), 287-298. doi:10.5465/amp.2012.0167

Bosch, F. A. J. Van den, Volberda, H. W., & Boer, M. De. (1999). Coevolution of firm absorptive capacity and knowledge environment: Organizational forms and combinative capabilities. Organization Science, 10(5), 551-568.

Bromiley, P., & Rau, D. (2016). Operations management and the resource based view: Another view. Journal of Operations Management, 41, 95-106. doi:10.1016/j.jom.2015.11.003

Galunic, D. C., & Eisenhardt, K. M. (1996). The evolution of intracorporate domains: Divisional charter losses in high-technology, multidivisional corporations. Organization Science, 7(3), 255-282. doi:10.1287/orsc.7.3.255

Hashiba, L., & Paiva, E. L. (2016). Incorporating sustainability in the new product development process: An analysis based on the resource-based view. BASE-Revista de Administração e Contabilidade da Unisinos, 13(3), 188-199. doi:10.4013/base.2016.133.01

Hayes, R. H., & Pisano, G. P. (1996). Manufacturing strategy: At the intersection of two paradigm shifts. Production and Operations Management, 5(1), 25-41. doi:10.1111/j.1937-5956.1996.tb00383.x

Hitt, M. A., Xu, K., & Carnes, C. M. (2016). Resource based theory in operations management research. Journal of Operations Management, 41, 77-94. doi:10.1016/j.jom.2015.11.002

Huygens, M., Bosch, F. A. Van Den, Volberda, H. W., & Baden-Fuller, C. (2001). Co-evolution of firm capabilities and industry competition: Investigating the music industry, 1877-1997. Organization Studies, 22(6), 971-1011.

Kristal, M. M., Huang, X., & Roth, A. V. (2010). The effect of an ambidextrous supply chain strategy on combinative competitive capabilities and business performance. Journal of Operations Management, 28(5), 415-429. doi:10.1016/j.jom.2009.12.002

Kortmann, S., Gelhard, C., Zimmermann, C., & Piller, F. T. (2014). Linking strategic flexibility and operational efficiency: The mediating role of ambidextrous operational capabilities. Journal of Operations Management, 32(7-8), 475-490. doi:10.1016/j.jom.2014.09.007

Lewin, A., & Volberda, H. (1999). Prolegomena on coevolution: A framework for research on strategy and new organizational forms. Organization Science, 10(5), 519-534.

March, J. (1994). The evolution of evolution. In J. Baum, & J. Singh (Eds.), Evolutionary dynamics of organizations (pp. 39-52). New York, NY: Oxford University Press.

O’Reilly, C. A., III, & Tushman, M. L. (2004). The ambidextrous organization. Harvard Business Review, 82(4), 74.

Rodrigues, S., & Child, J. (2003). Co‐evolution in an institutionalized environment. Journal of Management Studies, 40(8), 2137-2162. doi:10.1046/j.1467-6486.2003.00415.x

Teece, D., & Pisano, G. (1994). The dynamic capabilities of firms: An introduction. Industrial and Corporate Change, 3(3), 537-556. doi:10.1093/icc/3.3.537-a

Wheelwright, S. C., & Hayes, R. H. (1985). Competing through manufacturing. Harvard Business Review, 63(1), 99-109.