Edições anteriores

  • "Liberta tuas raízes, Brasil!": reflexões decoloniais no ano do bicentenário da Independência do Brasil e centenário da Semana de Arte Moderna de 1922
    v. 14 n. 22 (2022)

    A ideia dessa edição é dar vez e voz a todos os silêncios desses 200 anos de Independência e 522 anos de Brasil. Para responder a tais inquietações, os seguintes temas foram abordados nesta edição:

    • Reflexões decoloniais sobre a Independência do Brasil e a Semana de Arte Moderna de 1922;
    • Sexualidades e afetividades;
    • Geografias, lugares e territorialidades;
    • Arte, tradições e manifestações culturais;
    • Educação: Diversidade, Diferença e Inclusão;
    • Qualidade de Vida e Promoção da Saúde;
    • Mundo do Trabalho;
    • Movimentos Sociais;
    • Racismo, Criminalidade e violência;
    • Representatividade, identidade, memória, patrimônios e apagamentos culturais.
  • Ecos e vozes da Academia: Desafios e Possibilidades de Pesquisa, Ensino e Trabalho
    v. 13 n. 21 (2021)

    O Dossiê da 21ª edição da MOSAICO propõe uma reflexão sobre a Academia brasileira e sobre os desafios, dificuldades e dilemas enfrentados pelos pesquisadores nas áreas de Ciências Humanas e Sociais, foco da Revista. São temas abordados:

    • Mulheres na Academia;
    • Perspectivas de Gênero e a Universidade;
    • Educação: Diversidade, Diferença e Inclusão;
    • Qualidade de Vida e Promoção da Saúde na Universidade;
    • Mundo do Trabalho e os Programas de Pós-graduação;
    • Os Movimentos Sociais e a Universidade;
    • Trajetórias Docentes;
    • Ensino Superior: História, Políticas Públicas e Gestão;
    • Formação de Professores na Educação Superior;
    • Didática e Concepções Teórico-Metodológicas de Ensino na Educação Superior;
    • Desafios em Tempos de Pandemia e Perspectivas para Futuro;
    • Desafios Perante as Novas Fontes de Pesquisa: meios digitais, redes sociais, fake news, acervos digitais e humanidades digitais.
  • Capa Mosaico Volume 13 Número 20 2021

    IX Jornada Discente do PPHPBC (FGV CPDOC)
    v. 13 n. 20 (2021)

    A IX edição da Jornada Discente do PPHPPC foi realizada em novembro de 2020, com o objetivo de circular o conhecimento produzido nas áreas das humanidades e propiciar um espaço de interação e inovação para a comunidade científica das Ciências Sociais, História e áreas correlatas não somente na FGV/CPDOC, mas para além de nossas próprias fronteiras.

    Visando destacar a produção diversa e plural do campo, e dando prosseguimento ao diálogo e à reflexão trazidos pelo evento, a Revista Mosaico publica trabalhos aprovados e apresentados da IX Jornada Discente do PPHPPC no dossiê “Humanidades em foco: a produção científica nas ciências humanas e sociais”.

  • Debates sobre racismo e antirracismo no pensamento social brasileiro
    v. 12 n. 19 (2020)

    A edição nº19 da Revista Mosaico traz como tema as discussões sobre o racismo e sua crítica em campos diversos: na epistemologia, na Ciência Política, nos Mundos do Trabalho, na Educação, na Cultura, na História, entre outros. O dossiê “Debates sobre racismo e antirracismo no pensamento social brasileiro” agrega autores que convergem na análise das relações raciais do país, nos apontamentos das mazelas causadas por estas relações e nas ações de enfrentamento a seus efeitos.

    A publicação é uma homenagem ao legado de Florestan Fernandes. Mas, principalmente, é um esforço de continuidade sobre as reflexões do pensador e de seu essencial legado para as Humanidades no Brasil.

  • Do passado ao presente: os movimentos sociais e a democracia na América Latina
    v. 12 n. 18 (2020)

    “Do passado ao presente: os Movimentos Sociais e a Democracia na América Latina” é o tema da edição nº 18 da Revista Mosaico. As análises em torno dos movimentos sociais e sua estreita ligação pela luta por - e na - democracia, são fortes característica de países latino-americanos. Pessoas que, acreditando nas variadas possibilidades de um sistema plural e participativo, deram/dão suas vozes, suas forças e em muitos casos, suas vidas, dentro de movimentos populares das mais diversas causas.

    Ao se considerar o conflito como um componente determinante para o desenvolvimento das democracias contemporâneas, torna-se se fundamental o debate sobre o papel dos movimentos sociais – que englobam ações coletivas com grande participação de base e se utilizam de canais não institucionalizados para expressar suas demandas - no enfrentamento das injustiças, a proteção da vida, a preservação do meio ambiente entre tantas outras necessidades da sociedade. É nessa perspectiva que o presente tema busca trazer à tona a participação desses sujeitos coletivos nos sistemas políticos da região (em especial, na consolidação dessas democracias), que tem na sua marca histórica o domínio das oligarquias agrárias, os processos escravistas, ditaduras militares, neoliberalismo, ciclos progressistas e a recente reação dos conservadorismos e dos fundamentalismos religiosos.

  • Violência política: as múltiplas faces do Estado e as suas formas de agressão
    v. 11 n. 17 (2019)

    Compreender a história republicana brasileira passa por falar sobre violência política. Os conflitos que dominaram a Primeira República, aqueles consequentes do processo revolucionário de 1930 e do golpe do Estado Novo, as disputas políticas que dominaram o cenário da década de 1950, alcançando a de 1960 e resultando no golpe de 1964, a institucionalização de um Estado ditatorial militar que só seria, parcialmente, desmontado na década de 1980, a fragilidade das instituições políticas, a violência praticada diuturnamente pela corporação policial, entre outras,são demonstrações (aqui, apressadamente relacionadas) de disputas políticas eivadas de violações, físicas ou simbólicas, de direitos, corpos e subjetividades. Há uma pluralidade de assuntos e de interseções temáticas oriundas da ideia de exercício da violência expresso em uma sociedade.O racismo estrutural, as violências de gênero, as consequências cotidianas e de longa duração da desigualdade social e econômica são exemplos de violências que marcam a sociedade brasileira, ao longo dos séculos. Em um país complexo como o nosso, a questão da violência, somada ao epíteto “política”, nos direciona a inúmeras perspectivas de análise. 

  • Direito à Cidade
    v. 10 n. 16 (2019)

    Do ponto de vista dos direitos sociais, é claro que as questões socioeconômicas e políticas consternam o acesso a sistemas e serviços essenciais da vida urbana como o transporte, a moradia, os espaços de lazer, equipamentos culturais, e o simples ir e vir. A cidade é o palco onde performam as relações de poder, sobretudo as ligadas ao capital. É por isso que pensar o Direito à Cidade é fundamental como ciência social, sobretudo num momento em que vivemos ainda transformações na relação sociedade-meio e também no acesso (ou no não-acesso) de determinadas parcelas da população à cidade, nos mais diversos sentidos que esta relação possa abranger.

    É com o sociólogo francês Henri Lefebvre, em seu livro O direito à Cidade (Le droit à la ville), de 19681, que a temática ganha campo de discussão. Neste livro, Lefebvre (1968, p.105) define o direito à cidade como um direito de não exclusão da sociedade das qualidades e benefícios da vida urbana, nos fazendo refletir se a cidade tem sido a construção de sujeitos ou a construção, manutenção e perpetuação do capital.

  • 130 anos de Lei Áurea no Brasil: permanências e transformações
    v. 9 n. 15 (2018)

    No dia 13 de maio de 2018, relembramos os 130 anos do decreto que proibiu a escravidão no Brasil, a Lei Áurea. Foram mais de três séculos de escravidão documentada a partir da política estatal, cujos efeitos recaem em nossos índices sociais, políticos e econômicos ainda na atualidade. De acordo com o que fora apontado por Neusa Santos, a sociedade escravista, ao fazer do negro o pilar constitutivo da escravidão, “[...] demarcou o seu lugar, a maneira de tratar e ser tratado, os padrões deinteração com o branco [...]”. Contudo, apesar da abolição da escravidão, a espoliação social se mantém e busca novos elementos que a justifiquem, de modo a garantir os mesmos limites estreitos de participação da antiga ordem social.

    Atualmente vivemos o crescimento do debate acadêmico acerca da importância dos sujeitos que foram esquecidos e das narrativas silenciadas no período do Pós-abolição, vale dizer, durante toda a experiência republicanano Brasil. Dessa forma, a revista Mosaico organizou um dossiê sobre os efeitos dos 130 anos de abolição, com o objetivo de  divulgar  estudos  sobre  o  tema,  bem  como  provocar  o  debate  nas Ciências Humanas.

  • Diálogos com o futebol
    v. 9 n. 14 (2018)

    Os estudos sobre futebol ganharam destaque nos últimos anos no mundo acadêmico e no mercado editorial. O universo futebolístico cresceu bastante com a elaboração de trabalhos multidisciplinares, a construção de grupos de pesquisa e com a consolidação de redes de construção de conhecimento sobre o assunto.

    O dossiê “Diálogos com o futebol” reune artigos, resenhas, entrevistas e notas de pesquisa que abordam a temática e suas complexidades, levando em consideração sua relevância para as Ciências Humanas e o contexto propício para o debate do tema no ano de 2018, no qual ocorre a Copa do Mundo sediada na Rússia. 

  • Imigração e Identidades
    v. 8 n. 13 (2017)

    Nas últimas décadas, as discussões acerca do tema migrações ganharam fôlego em sintonia com a ampliação do próprio fenômeno. Questões como a abertura de fronteiras, os desafios de “assimilação”, o crescimento da xenofobia, entre outras, têm alavancado debates públicos. Preocupados, governos passaram a estimular a produção acadêmica sobre o tema. De natureza eminentemente interdisciplinar, o fenômeno tem sido objeto de reflexões nos campos da história, antropologia, sociologia, geografia, direito e políticas públicas, para citar alguns.

    Pensando nas discussões que abordam tanto fluxos regionais quanto transnacionais, o dossiê acolhe artigos que articulam processos migratórios e o tema das identidades, em diferentes espaços e temporalidades. A interseção entre essas temáticas pode ensejar reflexões interessantes acerca das identidades forjadas a partir de deslocamentos, quer no grupo migrante quer nas comunidades de destino. De uma perspectiva familiar, geracional, territorial, associativa, religiosa ou política, a ideia é valorizar estudos que iluminem as múltiplas facetas que conectam migrações e questões identitárias.

  • Patrimônio e Museu
    v. 8 n. 12 (2017)

    A sociedade vive um processo de musealização e patrimonialização. O conceito de patrimônio cultural associa-se à ideia de identidade e constitui importante pauta política de diversos grupos sociais na atualidade. O conceito opera na mediação entre dois aspectos da cultura: a expressão de um grupo social herdada do passado, e o esforço permanente, tanto individual quanto coletivo, voltado para a construção identitária do grupo, com suas negociações e conflitos.

    Os museus são considerados lugares de memória em que o patrimônio cultural pode ser difundindo e preservado para as gerações futuras. Os museus possuem uma autoridade intelectual que ultrapassa o campo acadêmico e gera interesse em diferentes áreas, sendo considerados espaços importantes para a criação e implementação de políticas públicas da área de cultura.

    Pensando nas discussões que conectam os campos do patrimônio e dos museus, nas diversas instituições museológicas criadas nos últimos anos no Brasil, assim como nas relações que essas áreas possuem com a História e as Ciências Sociais e, mais especificamente, com as linhas de pesquisa do PPHPBC, a Mosaico publica a edição nº12 “Patrimônio e Museus”.

  • Gênero e Sexualidade
    v. 7 n. 11 (2016)

    As discussões geradas a partir da luta dos movimentos feministas e LGBT têm influenciado as reflexões que se utilizam das categorias “mulher”, “mulheres”, “gênero”, “masculinidades” e “feminilidades” de forma interdisciplinar. Segundo a historiadora Joana Maria Pedro, no entanto, o campo historiográfico ainda tem apresentado certa resistência à incorporação das questões de gênero às suas pesquisas por considerá-las parte de uma “história militante”, não “científica”.

    O presente dossiê e tantas outras iniciativas de incentivo à utilização da categoria de gênero como ferramenta de análise pretendem colaborar para a desconstrução dessa perspectiva. De acordo com o feminismo internacional, as categorias “mulher”,“mulheres” e “gênero” emergiram ao longo das últimas décadas nos países do norte. A categoria “mulher” foi incorporada às pesquisas historiográficas nos anos 1970, pensada como a identificação da unidade; “mulheres”, na década de 1980, para demarcar as especificidades e diferenças; e “relações de gênero”, nos anos 1990, como resultado da virada linguística. Contudo, nos países do Cone Sul essas categorias não seguiram essas “ondas de incorporação” às análises científicas. Joana Maria Pedro argumenta que tais categorias de análise chegaram ao Cone Sul em diferentes momentos e com um relativo atraso, se comparado aos países do norte. Todavia, percebe-se um fenômeno interessante nas pesquisas dos países do sul: ao passo que uma nova categoria foi sendo incorporada, as outras não foram preteridas, ocasionando, assim, uma pluralidade de reflexões sobre relações de gênero e história das mulheres.

  • Artigos livres: um encontro complementar
    v. 7 n. 10 (2016)

    Em seu primeiro número após sua reestruturação, a Revista Mosaico resgata sua ideia inicial de publicar edições com artigos livres, cujos temas se complementam, formando uma imagem única a partir de distintas peças. Os conteúdos abordados pelos autores possibilitam aos leitores o encontro com produções inéditas de várias partes do país. Atravessando os limites temporais e espaciais, esta edição apresenta um amplo panorama entre diferentes campos de conhecimento, perpassando o estudo da literatura e as dinâmicas sociais, as relações entre patrimônio e museu, o pensamento de intelectuais sobre a participação política, as trocas comerciais na Bahia colonial, a construção de um imaginário mítico sobre o El Dorado e a conexão entre sociedade, cultura e religião. O papel do indígena aparece sob dois pontos de vistas distintos, por um lado, nos relatos de um naturalista, por outro, na construção de um sistema burocrático e legal. Visando enfatizar a interdisciplinaridade, apresentamos dois artigos na fronteira entre a história e comunicação social, um destacando a incorporação de elementos sociológicos dos filmes nas críticas e o outro o mapeamento histórico do jornalismo de celebridades. Ademais, publicamos a entrevista com o cientista social Edson de Oliveira Nunes sobre crises no Brasil e impactos na educação superior.

  • Diálogos com a historiografia e as ciências sociais
    v. 6 n. 9 (2015)

    A presente edição da Revista Mosaico, com temática livre, apresenta artigos cujos temas e discussões trazem abordagens diversificadas sobre questões relevantes no campo da historiografia e das ciências sociais aplicadas. Os conteúdos abordados pelos autores possibilitam aos leitores o encontro com produções recentes, buscando enfatizar o diálogo interdisciplinar como, por exemplo, entre a arte e a conservação, a publicidade e a história, e expor novas visões sobre a expansão do café no Vale da Paraíba. Além disso, a edição apresenta dois artigos que discutem a construção e disputas de memórias sobre passados autoritários; um aborda o discurso negacionista e o outro o uso das mídias sociais pela Comissão Nacional da Verdade. Neste número, apresentamos ainda uma entrevista realizada com Luciana Quillet Heymann, professora do Programa de Pós-Graduação em História, Política e Bens Culturais do CPDOC/FGV.

  • Estudos urbanos
    v. 5 n. 8 (2014)

    No número da revista eletrônica Mosaico dedicada ao tema cidade vamos
    encontrar textos que se centram nas ocupações de morros e em esforços do poder
    público para integrar suas populações à vida urbana regular, como no artigo que aborda
    o Pavão-Pavãozinho no Rio de Janeiro. Próximo a tal política, mas como seu avesso,
    encontra-se o artigo que vai apresentar a ameaça de remoção analisando a fala de um
    morador do Morro do Querosene em Belo Horizonte. Outra experiência de integração
    se faz presente nas zonas da cidade de São Paulo que concentram o consumidor de
    drogas e o esforço/ameaça de sua internação compulsória. Outra porta de entrada ao
    tema da cidade vai nos levar à revitalização de espaços urbanos decaídos. Isto implica
    necessariamente um processo de gentrificação? Tal questão tem perseguido os
    estudiosos do tema e também se encontra embutida nos olhares sobre o bairro
    portuário e a revitalização do centro do Rio de Janeiro.

    Por fim, coroando tal repertório, conta-se com a entrevista que aborda a
    trajetória intelectual e a atuação prática da antropóloga Ilana Strozenberg, que, em seus
    estudos das culturas e subculturas urbanas contemporâneas, nos oferece um
    importante panorama do grupo que se formou em torno de Gilberto Velho.

  • História e Mídia
    v. 4 n. 7 (2013)

    A Revista discente Mosaico, vinculada ao PPHPBC -Programa de Pós-graduação em História, Política e Bens Culturais do CPDOC/FGV -tem a satisfação de disponibilizar o dossiê História e Mídia, composto por seis artigos e duas entrevistas. Os artigos nos permitem refletir e dialogar com outras disciplinas e, ao mesmo tempo, nos levam a decifrar códigos implícitos nas diferentes mídias pesquisadas pelos autores selecionados para essa edição. Quais as relações entre imprensa e Estado, considerando a figura do jornaleiro e sua importância para o modelo de organização econômica da imprensa na era Vargas? É possível estruturar o futuro com base nas evocações do passado a partir do jornalismo? Fofocas, boatos e rumores: como a fofoca se torna um rumor, ganhando espaço na estrutura jornalística? A Constituição de 1988 e a comunicação: existem, ainda hoje, artigos constitucionais sobre os limites dos meios de comunicação que não foram regulamentados. Finalizamos o dossiê com as entrevistas de Margarida Acciaiuoli, pesquisadora portuguesa que focaliza o papel do cinema na discussão sobre a construção dos espaços citadinos e da mobilidade urbana em Lisboa; e Vanuza Moreira Braga, que revela aos leitores da revista Mosaico a importância que revistas acadêmicas desempenham em centros de pesquisa.
  • Mundos do Trabalho
    v. 4 n. 6 (2013)

    O dossiê ressalta a diversidade das relações de classe constitutivas da formação da classe trabalhadora no Brasil. Na entrevista concedida por John French especialmente para este número da revista, o eminente historiador “brasilianista”, com vasta e qualificada produção acerca da história social do trabalho, ressaltou que “é difícil fazer generalizações sobre países grandes como México e Brasil”. Talvez por isso, a pluralidade que nossa revista propõe, sempre pensando a realidade a partir de mosaicos interpretativos, seja um espaço profícuo para abordagens férteis e criativas. A entrevista com French foi realizada durante sua participação no II Seminário Internacional Mundos do Trabalho, ocorrido no CPDOC/FGV. O historiador aborda a sua formação acadêmica, o interesse pelo estudo dos movimentos operários, as diferenças no processo de formação da classe trabalhadora em países latino americanos e o fenômeno do lulismo.

  • Os intelectuais
    v. 3 n. 5 (2011)

    “Eles desprezaram o passado, traíram as tradições. Sentiram-se heróis. Fundaram seu poder no saber.”Beatriz Sarloassim define as ações de um grupo de bem definido: os intelectuais. Tal como observou Norberto Bobbio, o debate "entre intelectuais a respeito dos intelectuais, isto é, a respeito de si próprios não tem trégua". A partir deste gancho, a presente edição da Revista Mosaico incorpora artigos que discutem, em diferentes ângulos, questões acerca da problemática dos intelectuais, tendo como temas centrais suas relações com o poder e seu papel como produtores de interpretações sobre a sociedade em que vivem, e como construtores de projetos de nação. Inúmeras e delicadas são as questões que permeiam as análises sobre sua atuação, por exemplo: que papel devem assumir na sociedade? Qual deve ser a medida de sua atuação na esfera públicae sua relação com a política? Qual sua responsabilidade? Este quinto número da Revista Mosaico não pretende esgotar todas as nuances e tratamentos possíveis para este tema, tampouco se presta a responder em definitivo qualquer destas questões. Seu objetivo é, antes de mais nada, orientar os pesquisadores para algumas das vertentes mais promissoras acerca do estudo histórico e político sobre o papel da intelectualidade e sua relação com projetos de poder. Torcemos para que a leitura proporcione boa reflexão.

  • Representação: abordagens diversas de um conceito
    v. 2 n. 4 (2010)

    A noção de representação, como ressalta Hanna Pitkin, pode ser compreendida de diversas maneiras, de acordo com a cultura política em que está inserida. Entre outros entendimentos, representar é, como aponta a cientista política, "tornar presente", isto é, de alguma maneira, "mediar". Discorrer sobre toda a extensão do conceito, entretanto, exigiria, como lembra a pesquisadora, "relatos paralelos de história verbal e social, política e cultural". O que procuramos fazer, nesta edição da Revista Mosaico, longe de ter a pretensão de cobrir toda sorte de interpretações e usos desta noção, é indicar, através de uma boa gama de trabalhos, dos mais diferentes campos, como este conceito é abordado. Através de diferentes temáticas e a partir de múltiplas metodologias, cada artigo aqui apresentado discorre sobre memórias e representações. Os trabalhos abordam, cada qual em seurespectivo campo -a História, a Comunicação, a Psicologia e a Museologia, entre outros -, representações de grupo, representações autobiográficas, representações de heróis populares. Em todos os casos, há que se destacar que o trabalho do historiador, do cientista social, do pesquisador de maneira geral é, também ele próprio, uma representação. Representa-se o mundo a partir de um determinado olhar, seja ele uma perspectiva subjetiva, simbólico-cultural, político-econômica ou social. O historiador representa a História de seu tempo, inscrevendo memórias elas mesmas representadas. Esta edição da Revista Mosaico procura evidenciar este papel de mediação histórica, cuja abrangência é, como ressaltado, interdisciplinar. Esperamos que a leitura desperte boas ideias.

  • I Jornada Discente do PPHPBC
    v. 2 n. 3 (2010)

    A Revista Mosaico completa aqui seu primeiro aniversário. Em sua segunda edição, em novo formato visual, a publicação aponta para suas raízes interdisciplinares e discentes, trazendo à tona a mais recente produção científica do Programa de Pós-Graduação em História, Política e Bens Culturais(CPDOC / FGV), resultado da experiência em dezembro último da I Jornada Discente do PPHPBC. Os textos apresentados nesta edição correspondem ao que de melhor circulou em cada uma das mesas doevento, coordenadas sempre por professores e pesquisadores da casa.

  • Memórias e cidadania
    v. 1 n. 2 (2009)

    A revista Mosaico em sua edição nº2 traz à luz um debate sobre construção de memórias e cidadania. Em uma avaliação que perpassa as preocupações lançadas pelos artigos, a compreensão da memória construída como instrumento de mobilização cidadã em vista a um projeto democrático aparece na discussão sobre a Revolta Constitucionalista de 1932, bem como na análise do sincretismo religioso brasileiro, passando, é claro, pela influência de uma instituição militar na vida cotidiana e no desenvolvimento de um bairro carioca.

  • Memórias: processos de construção e disputas
    v. 1 n. 1 (2009)

    A Revista Mosaico é a revista discente do Programa de Pós-Graduação em História, Política e Bens Culturais (PPHPBC) do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil da Fundação Getúlio Vargas (CPDOC/FGV). Como o próprio nome diz, a revista é um "mosaico" de interdisciplinaridade, congregando pesquisas sobre história e ciências sociais em várias de suas vertentes. Nesta edição de estréia, falamos do processo de construção e das disputas em torno da memória e suas representações.