Mosaico
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<table border="0" width="100%" cellspacing="0" cellpadding="0"> <tbody> <tr> <td style="font-family: arial; font-size: 13px; color: #333333;"> <p align="justify"><strong>Mosaico</strong> é uma publicação científica semestral do corpo discente do Programa de Pós-Graduação em História, Política e Bens Culturais (PPHPBC) da Escola de Ciências Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV CPDOC), com sede na cidade do Rio de Janeiro.</p> <p align="justify">A revista tem como objetivo promover a divulgação de conhecimento científico e enriquecer o debate acadêmico por meio da publicação de artigos voltados para as áreas de Ciências Humanas e Sociais, elaborados sob as mais diversas perspectivas teórico-historiográficas, respeitando a interdisciplinaridade e valorizando o diálogo entre as áreas. Também poderão ser publicadas outras produções acadêmicas, como resenhas de livros, entrevistas e notas de pesquisas.</p> <p align="justify">ISSN (versão online): 2176-8943</p> <p align="justify"><a href="https://www.abecbrasil.org.br/arquivos/Qualis_2017_2018.pdf" target="_blank" rel="noopener">Qualis 2017-2018</a>: B1</p> <p align="justify"><a href="https://scholar.google.com.br/citations?user=gcpFvWsAAAAJ&hl=pt-BR" target="_blank" rel="noopener">Índice H (Google Scholar)</a> </p> </td> </tr> </tbody> </table>CPDOCpt-BRMosaico2176-8943<span>Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:</span><br /><br /><ol type="a"><ol type="a"><li>Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a <a href="http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/" target="_new">Licença Creative Commons Attribution</a> que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.</li><li>Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.</li><li>Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.</li></ol></ol>Os negociantes fluminenses e o comércio transatlântico: fronteiras do exclusivo colonial
https://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/mosaico/article/view/83534
<p>O presente artigo busca analisar as transformações que aconteceram na praça<br />mercantil fluminense na transição entre os séculos XVIII e XIX. Observando algumas<br />trajetórias dos negociantes cariocas, percebe-se que a magnitude de seus negócios<br />destoava dos ditames impostos pelo exclusivo colonial metropolitano ainda em vigor<br />no século XVIII. Ainda que restrito, um grupo de negociantes grossistas com<br />grandes cabedais foi proeminente no comércio oceânico de escravizados, se<br />equiparando aos empresários portugueses da península como agentes na prática.<br />Explicitando suas trajetórias e demonstrando a visão que alguns agentes<br />metropolitanos tinham da questão, buscaremos desvelar a constituição de uma elite<br />mercantil colonial que ultrapassou os limites do exclusivo metropolitano e se tornou<br />importante alicerce do império português no século XIX.</p>Wederson de Souza Gomes
(c) Tous droits réservés Wederson de Souza Gomes 2021
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2021-07-182021-07-18132062410.12660/rm.v13n20.2021.83534Gazeta Pelotense, imprensa e sociedade em transformação
https://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/mosaico/article/view/83316
<p>A experiência do jornal Gazeta Pelotense, que circulou em Pelotas (RS) entre os anos<br />de 1976 e 1977, é rememorada por integrantes da antiga redação do jornal. Neste<br />artigo, o objetivo é analisar as possibilidades narrativas da imprensa a partir de<br />algumas metodologias que aproximam imprensa e história, particularmente a história<br />oral, considerando premissas do campo historiográfico e da teoria da comunicação.<br />Considera-se que o uso dos jornais como fonte para as pesquisas historiográficas será<br />tanto mais eficaz quanto mais se compreender que as práticas jornalísticas são<br />resultantes de um contexto – interno e externo ao jornalismo, influenciando e sendo<br />influenciado por ele –, que produz um sentido, principalmente em períodos de<br />transformação da sociedade e da imprensa.</p>Amilcar Alexandre Oliveira da Rosa
(c) Tous droits réservés Amilcar Alexandre Oliveira da Rosa 2021
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2021-07-182021-07-181320254810.12660/rm.v13n20.2021.83316Uma memória e um espaço restaurado em dois tempos: o teatro municipal sanjoanense nos seus primeiros anos e nos usos atuais.
https://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/mosaico/article/view/83022
<p>Neste artigo apresentamos os principais resultados de uma pesquisa que expôs as<br />características, usos e os valores atribuídos ao Theatro Municipal de São João da Boa<br />Vista – SP, no momento de sua construção e primeiros anos de funcionamento (1914-<br />1925) e no momento atual, a partir de seu restauro e atuais usos (entre os anos de<br />1980 e 2014). Apresentamos uma pesquisa que analisou aquele edifício em suas<br />dimensões sociocultural, identitária, material e utilitária na comunidade em que se<br />insere.</p>Luis Pedro Dragão Jeronimo
(c) Tous droits réservés Luis Pedro Dragão Jeronimo 2021
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2021-07-182021-07-181320497210.12660/rm.v13n20.2021.83022Gilberto Velho em perspectiva: a atuação do antropólogo à luz do projeto "Memória das Ciências Sociais no Brasil"
https://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/mosaico/article/view/83517
<p>O presente trabalho tem como enfoque a trajetória e o impacto de Gilberto Velho nas<br />Ciências Sociais brasileiras, tendo como escopo as entrevistas do projeto “Memória<br />das Ciências Sociais no Brasil”. Utilizando a análise de dezesseis depoimentos dessa<br />iniciativa como metodologia, procuro demonstrar de que maneira a atuação de Velho<br />perpassa por diferentes percursos pessoais e acadêmicos e repercute na<br />consolidação das Ciências Sociais, sobretudo da Antropologia, como uma área de<br />destaque no Brasil. O pioneirismo da Antropologia Urbana, as relações de orientação,<br />os papéis institucionais e a influência na formação de gerações de pesquisadores são<br />os elementos principais da minha linha de argumentação.</p>Anna Beatriz Oliveira Menezes Costa
(c) Tous droits réservés Anna Beatriz Oliveira Menezes Costa 2021
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2021-07-182021-07-181320739410.12660/rm.v13n20.2021.83517Do mobiliário à obra de arte: o cavalete de vidro do MASP à luz da Conservação e Restauração
https://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/mosaico/article/view/83507
<p>O artigo tece uma leitura do cavalete de vidro no campo da Conservação e<br />Restauração de Bens Culturais. Projetado inicialmente pela arquiteta Lina Bo Bardi<br />com a função de mobiliário expositivo para a segunda sede do MASP, localizada na<br />Av. Paulista (1968), os suportes transparentes abrigam pinturas expondo-as em<br />suspensão na pinacoteca do museu. A museografia de vidro e concreto permaneceu<br />até 1996, desmontada pela gestão do arquiteto Júlio Neves, mas refeito em 2015 pela<br />atual gestão do MASP, mobilizando novas discussões em torno do objeto que passa<br />a ser apropriado por obras e instalações artísticas. Sobre a volta dos cavaletes de<br />vidro, o artigo articula debates da Conservação e Restauração a fim de refletir sobre<br />sua preservação enquanto bem cultural.</p>Luiza Batista Amaral
(c) Tous droits réservés Luiza Batista Amaral 2021
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2021-07-182021-07-1813209511410.12660/rm.v13n20.2021.83507O Hip Hop em São Gonçalo (1998-2015): da ASAC à Batalha do Tanque
https://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/mosaico/article/view/83497
<p>O presente artigo e pesquisa buscam identificar alguns aspectos sobre a prática do fenômeno do Hip Hop na cidade de São Gonçalo, segunda cidade mais populosa do Rio de Janeiro, seus principais articuladores, sua relação com o poder público e com o mercado, em<br />perspectiva local, nacional e transnacional, além de pensar as transformações do movimento<br />neste território entre os anos 1998 e 2015.</p>Klauder Vicente Quevedo Gonzaga
(c) Tous droits réservés Klauder Vicente Quevedo Gonzaga 2021
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2021-07-182021-07-18132011513510.12660/rm.v13n20.2021.83497A dimensão política das identidades: modernidade e a população negra no Rio de Janeiro do século XIX
https://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/mosaico/article/view/83395
<p>A questão geradora deste artigo é a reflexão sobre a dimensão política das<br />identidades. Nesse sentido, o objetivo do trabalho é identificar se as práticas culturais<br />da população negra na cidade do Rio de Janeiro durante o século XIX se configuravam<br />como formas de ação política. Como recurso metodológico, combino debates sobre o<br />tema das identidades afro-diaspóricas com o estudo de um contexto particular, a<br />saber: as experiências e práticas organizativas de escravizados, libertos e livres na<br />cidade carioca no período anterior à Abolição. Dentro desse recorte cronológico e<br />espacial, indago se as práticas culturais e as redes de sociabilidade são formas de<br />ação política.</p>Thiago Campos da Silva
(c) Tous droits réservés Thiago Campos da Silva 2021
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2021-07-182021-07-18132013615710.12660/rm.v13n20.2021.83395Raça e trabalho no século XX: a origem das desigualdades raciais no mercado de trabalho brasileiro (1920-1960)
https://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/mosaico/article/view/83514
<p>O presente estudo objetiva analisar as disparidades raciais que pautaram a formação do mercado de trabalho brasileiro, durante o processo de industrialização do país no<br />século XX. Para isso, nos debruçaremos sobre duas obras: “O negro no Rio de Janeiro: Relações de raça numa sociedade em mudança”, publicado por Luiz de Aguiar Costa Pinto e “Negros e brancos em São Paulo” de George Reid Andrews.<br />Ambos os estudos de caso vão demonstrar que, reproduzindo as hierarquias deixadas pela escravidão, a construção do mercado de trabalho livre no Brasil foi pautada pelo racismo estrutural.</p>Anna Cristina de Almeida Jesus
(c) Tous droits réservés Anna Cristina de Almeida Jesus 2021
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2021-07-182021-07-18132015817810.12660/rm.v13n20.2021.83514A construção de um exilado político: autobiografia e biografia do ex-presidente João Café Filho
https://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/mosaico/article/view/83528
<p>Este artigo pretende fazer uma reflexão sobre as tensões teórico metodológicas existentes entre os conceitos de biografia e autobiografia por meio da análise do livro de memórias do ex-presidente Café Filho, procurando entender que tipo de personagem construiu em seus escritos. Pretendemos compreender como uma vida pode se transformar numa autobiografia e quais foram os motivos que levaram esse indivíduo a escrevê-la. Ele descreveu sua trajetória agenciando lembranças e esquecimentos para monumentalizar uma memória de si como político perseguido e exilado. Narrou sua vida de um momento privilegiado, o fim de sua carreira, criando uma história coerente com começo, meio e fim, dando uma linearidade que não existe na trajetória das pessoas.</p>Paulo Rikardo Pereira Fonseca da Cunha
(c) Tous droits réservés Paulo Rikardo Pereira Fonseca da Cunha 2021
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2021-07-182021-07-18132017920010.12660/rm.v13n20.2021.83528A formação da rede agroecológica latinoamericana em resistência às políticas públicas da revolução verde e a experiência local no Rio de Janeiro
https://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/mosaico/article/view/83542
<p>Neste trabalho, inserido no campo da História Ambiental, pretendemos abordar a<br />formação da rede agroecológica na América Latina, de forma geral, e afunilarmos<br />essa trajetória, especificamente, para a nascimento da agroecologia na cidade do Rio<br />de Janeiro na década de 1980. É preciso saber que o movimento agroecológico se<br />estabeleceu em contraposição às políticas agrícolas na qual, hoje, desencadeou no<br />que conhecemos como agronegócio. Para isso, é necessário compreendermos a<br />dimensão das políticas públicas de expansão da agricultura industrial pela América<br />Latina e suas consequências socioambientais.</p>Paula Fortini Moreira
(c) Tous droits réservés Paula Fortini Moreira 2021
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2021-07-182021-07-18132020122210.12660/rm.v13n20.2021.83542Raul Pilla e o referendo de 1963
https://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/mosaico/article/view/83332
<p>Em janeiro de 1963, um referendo seria realizado no Brasil para que a população<br />decidisse pela continuidade ou não do parlamentarismo adotado no país desde<br />1961. Este trabalho abordará o posicionamento do autor da emenda constitucional<br />que implantou o regime de gabinete no país, o deputado federal gaúcho Raul Pilla<br />do Partido Libertador (PL). Histórico defensor do sistema de governo, Pilla optaria<br />por não defender a manutenção do parlamentarismo nas condições em que vinha<br />sendo regido naquele pouco mais de um ano em que vigorou.</p>Paulo Eduardo Fasolo Klein
(c) Tous droits réservés Paulo Eduardo Fasolo Klein 2021
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2021-07-182021-07-18132022324110.12660/rm.v13n20.2021.83332A perseguição políticoideológica ao Serviço de Ensino Vocacional do Estado de São Paulo (1964-1970)
https://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/mosaico/article/view/83536
<p>Este trabalho tem como finalidade apresentar alguns tópicos da pesquisa em<br />andamento cujo objetivo está situado na análise documental produzida pelos órgãos<br />de controle, informação e repressão durante o período da ditadura empresarial-militar<br />brasileira (1964-1985) sobre o Serviço de Ensino Vocacional, a partir das informações<br />contidas no Relatório do Inquérito Policial Militar da Secretaria de Educação do Estado<br />de São Paulo, nosso objeto inicial de pesquisa, e de outros documentos produzidos<br />pelo aparato repressivo brasileiro. A ideia geral é a de que foram mobilizados diversos<br />mecanismos repressivos para viabilizar a perseguição, punição e o impedimento da<br />continuidade deste projeto experimental de renovação do ensino público paulista.</p>Pedro Luiz Stevolo
(c) Tous droits réservés Pedro Luiz Stevolo 2021
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2021-07-182021-07-18132024225910.12660/rm.v13n20.2021.83536Forte São Mateus e o Convento Nossa Senhora dos Anjos: da degradação à monumentalização nos processos de patrimonialização efetuados pelo IPHAN em Cabo Frio
https://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/mosaico/article/view/83044
<p>A presente reflexão tem por base o estudo de bens tombados pelo Instituto do<br />Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, na cidade de Cabo Frio no estado do Rio de<br />Janeiro. No presente estudo teremos como eixo referencial a defesa e a religião no<br />período colonial. Desta forma, foram escolhidos como bens patrimoniais mais<br />representativos para análise do processo de patrimonialização efetuado pelo IPHAN<br />na cidade, o forte São Mateus e o Convento Nossa Senhora dos Anjos. Ao longo do<br />texto iremos procurar abordar aspectos relacionados a diferentes atribuições de<br />valores e de sentidos aos monumentos analisados e elementos de sua historicidade<br />por meio dos processos de tombamentos: 0447-T-51 de 1951 e o 0757-T-65 de 1965.</p>André Luiz Garrido Barbosa
(c) Tous droits réservés André Luiz Garrido Barbosa 2021
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2021-07-182021-07-18132026028410.12660/rm.v13n20.2021.83044Algumas ideias sobre socialismo e democracia no pensamento de João Mangabeira (1944-1946)
https://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/mosaico/article/view/83342
<p>Esse artigo tem como objetivo evidenciar e analisar algumas ideias e proposições<br />políticas defendidas por João Mangabeira (1880-1964) durante o período da<br />redemocratização de 1945 e o início da República Liberal Democrática (1945-1964).<br />Analisaremos algumas formulações de Mangabeira relativas às suas ideias de<br />“liberdade”, de “socialismo” e de “democracia”. Nosso objetivo é compreender as<br />ideias de Mangabeira em seu contexto histórico-político e tentar entender a influências<br />e as combinações entre certas ideias no liberalismo clássico e do socialismo em seu<br />pensamento.</p>Herbert Gler Mendes Anjos
(c) Tous droits réservés Herbert Gler Mendes Anjos 2021
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2021-07-182021-07-18132028530110.12660/rm.v13n20.2021.83342Memórias de trabalhadores: uma reflexão sobre lugares de memória
https://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/mosaico/article/view/83546
<p>O estudo teve como objetivo refletir sobre as memórias de trabalhadores e os<br />lugares de memória, considerando o mundo do trabalho no âmbito da sociedade<br />capitalista e a heterogeneidade da classe trabalhadora no cenário brasileiro. A partir<br />de revisão de literatura, destacamos o estudo acerca das relações de poder e as<br />possibilidades de rebeldia social diante do cenário de crise do trabalho.<br />Argumentamos que tanto museus arquivos e memoriais quanto os espaços coletivos<br />de organização de trabalhadores se constituem como lugares de memória que se<br />configuram como as resistências possíveis. Ademais, possibilitam novos<br />enquadramentos de memória e a transformação do presente através da<br />ressignificação do passado, se constituindo como uma ferramenta importante de<br />transformação social.</p>Vanessa Silveira de Brito
(c) Tous droits réservés Vanessa Silveira de Brito 2021
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2021-07-182021-07-18132030232310.12660/rm.v13n20.2021.83546Releitura da Política Externa do governo Geisel: o anticomunismo como variável em 1974
https://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/mosaico/article/view/82782
<p>O artigo visa apresentar uma releitura sobre a Política Externa do governo Geisel pela<br />variável do Anticomunismo em 1974. A metodologia utilizará análise qualitativa<br />histórica através de bibliografia especializada e de fontes diplomáticas, dentre elas; o<br />discurso do presidente da república e a fonte diplomática do “Foreign Office”<br />americano dos anos de 1974. A hipótese argumenta que, embora exista a leitura<br />realista do ambiente externo pelo “Pragmatismo Ecumênico Responsável”, em âmbito<br />interno essa leitura foi restringida pela política anticomunista de perseguição aos<br />opositores políticos em 1974. Considera-se que essas escolhas controversas foram<br />consequências dos limites, que a PEB esteve submetida pelas condicionantes<br />externas, internas, ideológicas e históricas.</p>Danilo Sorato Oliveira Moreira
(c) Tous droits réservés Danilo Sorato Oliveira Moreira 2021
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2021-07-182021-07-18132032434310.12660/rm.v13n20.2021.82782Memórias em disputa: o golpe de 1964 no Piauí
https://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/mosaico/article/view/83475
<p>O artigo analisa os desdobramentos do golpe civil-militar de 1964 no estado do<br />Piauí, bem como a formação das memórias locais sobre tal evento. Analiso, por<br />meio do material empírico, como parcela das elites piauienses reproduziu aquilo que<br />denomino de práticas de adesão e acomodação ao golpe. As narrativas<br />anticomunistas foram o argumento central utilizado, como forma de perseguição aos<br />líderes sindicais, pecebistas e trabalhistas no norte piauiense. No entanto, ao longo<br />do tempo, construiu-se, por parte dessas elites, uma memória marcada por visões<br />apaziguadoras, quando não de celebração à ditadura, como forma de apagamento<br />histórico da organização dos trabalhadores e trabalhistas nos anos 1950/1960, bem<br />como para o silenciamento a respeito das medidas repressivas adotadas.</p>Francisco José Leandro Araújo de Castro
(c) Tous droits réservés Francisco José Leandro Araújo de Castro 2021
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2021-07-182021-07-18132034436110.12660/rm.v13n20.2021.83475Os ex-votos de Catarina Paraguaçu: a mulher tupinambá através da arte, do museu e do catolicismo
https://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/mosaico/article/view/83402
<p>O presente artigo aborda a pintura “Visão de Paraguaçu” produzida em meados do<br />século XIX pelo pintor Ângelo da Silva Romão, que traz a figura da indígena<br />tupinambá, Catarina Paraguaçu, na Bahia do século XVI. Atualmente é exposta no<br />Museu Histórico Nacional na cidade do Rio de Janeiro. Duas hipóteses principais<br />configuram a pesquisa: a primeira é sobre a noção de longa duração utilizada para se<br />entender as práticas de produção e circulação de pinturas votivas, os ex-votos, em<br />torno da representação de Catarina; a segunda se refere ao potencial da peça para<br />constituir o acervo, entendendo o Museu como um espaço de memória voltado para<br />a pluralidade cultural, propondo-se o reconhecimento da importância da personagem<br />para a arte e a história do catolicismo no Brasil.</p>Pedro Henrique Brasil
(c) Tous droits réservés Pedro Henrique Brasil 2021
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2021-07-182021-07-18132036238210.12660/rm.v13n20.2021.83402Colonialidade da linguagem, pedagogia da crueldade e referente ausente
https://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/mosaico/article/view/83326
<p class="western" align="justify">Neste artigo, analiso a linguagem empregada em um breve recorte de fontes<br />selecionadas para minha pesquisa de mestrado acerca das intersecções entre<br />racismo, sexismo e especismo, entretecidas pela colonialidade, que verificam-se<br />igualmente estruturais dentro da Matriz Colonial do Poder. O debate teórico<br />fundamenta-se nas perspectivas decoloniais e ecofeministas, pensando não somente<br />expor os problemas sociais, mas também destacar as resistências e fornecer<br />propostas, pensar utopias e futuros outros. Para tal, é preciso construir novas teorias,<br />categorias e metodologias de análise, valorizando os saberes ancestrais e originários<br />dos povos historicamente racializados, que desde o colonialismo permanecem sendo<br />frentes de resistência e sofrendo o epistemicídio da colonialidade.</p>Natalia Ferreira
(c) Tous droits réservés Natalia Ferreira 2021
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2021-07-182021-07-18132038340710.12660/rm.v13n20.2021.83326Reescrita do passado e conhecimento histórico na ficção contemporânea 'A historiadora obstinada', de Chimamanda Ngozi Adichie
https://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/mosaico/article/view/83540
<p>Neste artigo, visamos, primeiro, apresentar uma perspectiva teórico-metodológica de<br />diálogo entre Teoria da História, Literatura e Teoria Pós-colonial. Em seguida,<br />analisamos como a ficção “A historiadora obstinada”, de autoria de Chimamanda<br />Ngozi Adichie, se apropria do passado e produz um conhecimento histórico.<br />Considerando a mútua interrogação entre ficção e história, procuramos investigar<br />tanto os desafios quanto os empréstimos que existem entre a ficção histórica de<br />Adichie e a historiografia. Neste sentido, sugerimos que o conto “A historiadora<br />obstinada” (2017) nos coloca em contato com o aspecto imprevisível da História e<br />desafia a narrativa cristalizada pelo colonialismo ao reescrever o encontro colonial.</p>Lucas Sampaio Costa Souza
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2021-07-182021-07-18132040842510.12660/rm.v13n20.2021.83540O fotógrafo etnógrafo: uma análise sobre o Brasil multicultural de Marcel Gautherot
https://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/mosaico/article/view/83468
<p>O presente trabalho busca analisar as performances presentes nas fotografias de<br />Marcel Gautherot, que realizou diversos registros ao longo de suas viagens pelo<br />Brasil. Seguindo as predileções do recém-criado SPHAN, as imagens desse fotógrafo<br />atendem a uma leitura etnográfica, a fim de reconhecer e mapear diferentes costumes<br />e tradições do povo brasileiro, bem como mostrar a sua realidade.</p>Alexandre Pinto de Souza e Silva
(c) Tous droits réservés Alexandre Pinto de Souza e Silva 2021
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2021-07-182021-07-18132042644810.12660/rm.v13n20.2021.83468Entrevista de Marieta de Moraes
https://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/mosaico/article/view/83084
<p>Marieta de Moraes possui doutorado em História pela UFF (1991), pós-doutorado pela École des Hautes en Sciences Sociales (1997) e pós-doutorado pela USP (2011). Coordenadora Nacional do Mestrado Profissional em Ensino de História (2013-2017); Professora Emérita do Instituto de História da UFRJ; Coordenadora do Programa de História Oral do CPDOC (1992-1995); Editora da Revista Brasileira de História (2009-2013); Presidente da Associação brasileira de História Oral (1992-1994); Presidente da International Oral History Association<br />(IOHA) e diretora do CPDOC (1999-2005); Pesquisadora e professora titular do CPDOC/FGV (1978/2012) e editora da Revista Estudos Históricos (1992/1998). Atualmente é coordenadora do programa FGV Ensino Médio; Diretora executiva da Editora FGV; Coordenadora do Projeto binacional e interdisciplinar "Capital cities: from nation to globalization" (2015/2016”) que contou com a participação de pesquisadores brasileiros e franceses (operação bilateral FAPERJ/Sorbonne). Tem experiência na área de História, com ênfase em História do Brasil República, atuando principalmente nas seguintes áreas: historiografia, história oral, história<br />política, história do Rio de Janeiro.</p>Felipe Reis Pompeu de Moraes
(c) Tous droits réservés Felipe Reis Pompeu de Moraes 2021
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2021-07-182021-07-18132063163910.12660/rm.v13n20.2021.83084Considerações sobre o processo de transferência e abertura dos arquivos do Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo (1991- 1994)
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<p><span class="TextRun SCXW43755594 BCX8" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SCXW43755594 BCX8">O presente trabalho tem como objetivo analisar o processo de transferência e abertura dos arquivos do Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo (DEOPS/SP), entre os anos 1991 e 1994. Com a extinção do referido órgão, em 1983, seus documentos passaram para as mãos da Polícia Federal, que manteve a sua guarda até 1991. Devido a um complexo debate, foi criada uma Comissão para receber a documentação do DEOPS em posse da Polícia Federal. Buscaremos refletir sobre como os diferentes interesses envolvidos nesse processo interferiram nos trabalhos para a transferência e abertura de acesso do fundo DEOPS/SP.</span></span><span class="EOP SCXW43755594 BCX8" data-ccp-props="{"201341983":0,"335551550":6,"335551620":6,"335559739":160,"335559740":360}"> </span></p>Rodrigo Gomes de Souza dos Santos
(c) Tous droits réservés Rodrigo Gomes de Souza dos Santos 2021
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2021-07-182021-07-18132061963010.12660/rm.v13n20.2021.83541Interações socioestatais no caso da política de valorização do salário mínimo (2003-2011): a crise do mensalão como oportunidade política
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<p>Este artigo investigará como a categoria crise operou - seu status e qualificação -<br />na interação socioestatal entre centrais sindicais e Estado ao longo da negociação<br />da Política de Valorização do Salário Mínimo no Brasil (2003-2011). O estudo<br />baseou-se na articulação das categorias analíticas de interação socioestatal de<br />Abers et al (2014) e de crise de Roitman (2016), assim como na análise documental<br />e realização de dez entrevistas. O artigo conclui que dois eventos - o “mensalão” e<br />o antagonismo no interior do poder executivo federal - operaram, simultaneamente,<br />como crises políticas e espaço para crítica e transformação dos repertórios de<br />interação socioestatal em si e do repertório de ação política das centrais sindicais<br />quanto ao salário mínimo nos anos 2000.</p>Mahatma Ramos Dos Santos
(c) Tous droits réservés Mahatma Ramos Dos Santos 2021
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2021-07-182021-07-18132044947110.12660/rm.v13n20.2021.82337O busto de bronze de Getúlio Vargas: memória e política em praça pública
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<p style="margin-bottom: 0.28cm; line-height: 100%;" align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">No dia 24 de agosto de 1954, um busto de bronze retratando o </span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;"> ex-presidente Getúlio Vargas foi anonimamente colocado na </span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro. A partir deste </span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">acontecimento, o artigo apresenta as ressignificações da</span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;"> memória de Vargas e de seu legado político, elaboradas a</span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;"> partir desse monumento, especialmente em datas associadas</span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;"> ao ex-presidente como seus aniversários de nascimento e </span></span><span style="font-size: medium; font-family: Arial, serif;">morte, </span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">Finados, 1</span></span><sup><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">º </span></span></sup><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">de maio, dentre outras. Considerando-se os </span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;"> discursos elaborados sobre o patrimônio como construções</span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;"> sociais que legitimam identidades e relações de poder, será</span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;"> mostrado como o busto de Getúlio Vargas na Cinelândia se</span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;"> tornou um lugar de memória para a encenação simbólica das </span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">disputas políticas que marcaram a sociedade brasileira a partir</span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;"> dos anos 1950.</span></span></p>Paulo Celso Liberato Correa
(c) Tous droits réservés Paulo Celso Liberato Correa 2021
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2021-07-182021-07-18132047250310.12660/rm.v13n20.2021.82392(Necro)política de drogas: uma guerra abjeta contra pobres e negros no Brasil
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<p>O presente artigo discute o alinhamento do Estado brasileiro com a política de<br />combate às drogas norte-americana, cujo início remonta especialmente a década de<br />70. A partir do manejo do arsenal teórico do filósofo camaronês Achille Mbembe,<br />sobretudo dos seus conceitos de necropolítica e sociedade de inimizade, busca-se<br />demonstrar que a incorporação da guerra às drogas pelo Brasil aprofundou as práticas<br />de extermínio da população pobre e negra em curso no país desde o período colonialescravista. Nesse sentido, conclui-se pela equiparação da guerra às drogas a uma<br />política de morte que fornece aos seus alvos preferenciais apenas duas alternativas:<br />prisão ou vala.</p>Matheus Guimarães de Barros
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2021-07-182021-07-18132050452410.12660/rm.v13n20.2021.83518As relações Executivo- Legislativo na Primeira República: uma análise das mensagens presidenciais ao Congresso (1910-1920)
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<p class="CorpoA">A literatura clássica sobre a Primeira República assume que, a partir da instituição da<br />política dos governadores, o Legislativo se tornou mera instituição figurativa. O<br />presidente da República, em tese, negociava diretamente com os governadores dos<br />estados para que estes evitassem que as oposições se elegessem ao Congresso<br />Nacional, tornando raros os conflitos entre os poderes. Literatura mais recente, porém,<br />relativizou o alcance dos acordos oligárquicos. No objetivo de resgatar a<br />complexidade das relações entre os poderes na época, este artigo apresenta os<br />resultados da análise das mensagens presidenciais encaminhadas pelos presidentes<br />da República ao Congresso entre 1910 e 1920. Os dados levantados sinalizam para<br />conflitos entre os dois poderes, algo impensável à abordagem clássica.</p>Felipe Marques Esteves Lamarca
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2021-07-182021-07-18132052554610.12660/rm.v13n20.2021.82665O que o rap tem a dizer sobre o extermínio da juventude negra, pobre e periférica?
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<p>O objetivo é identificar e refletir sobre o que a música <em>rap</em> tem a dizer a respeito do extermínio da juventude negra, pobre e periférica no Brasil, a partir da análise das canções do grupo Racionais MC’s. Essas músicas apresentam elementos afetivos, reflexivos e políticos sobre o tema. Anualmente, os homicídios de jovens, no país, conforme dados estatísticos, apresentam índices superiores aos de países em condição de “guerra declarada”. No caso brasileiro, essa situação pode ser mais complexa, pois o extermínio – em suas várias formas e seus diversos motivos – expressa-se na vida cotidiana como prática cultural, por isso é naturalizado, consentido e desejado por parte significativa da sociedade.</p>Daniel Péricles Arruda
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2021-07-182021-07-18132054756110.12660/rm.v13n20.2021.82953Imagem e memória em um olhar estratégico sobre o legado de Jean-Michel Basquiat
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<p>O artigo propõe uma reflexão sobre alguns aspectos possíveis do agenciamento do pintor Jean-Michel Basquiat sobre sua própria imagem em consonância com a narrativa de suas obras, dialogando com os escritos de Georges Didi-Huberman sobre a sobrevivência da imagem no tempo e de Michael Pollak sobre a questão da memória como uma forma de narrativa estabelecida a partir de um campo de disputa, construção e poder.</p>Hélio Ricardo Rainho
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2021-07-182021-07-18132056258210.12660/rm.v13n20.2021.83495“Eu mesma. Ainda posso falar”: Vozes femininas e cultura política na literatura de Maria Firmina dos Reis
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<p>O presente artigo propõe discutir a produção literária de Maria Firmina dos Reis enquanto espaço de cultura política feminina. Para isso, serão analisados o romance <em>Úrsula</em> (1859) e o conto <em>A Escrava</em> (1887), especificamente os discursos de três personagens femininas: a senhora abolicionista e a escravizada Joana de <em>A Escrava</em>; e a preta Susana, personagem de <em>Úrsula</em>. A partir da análise de tais personagens e de suas narrativas, é possível perceber um protagonismo de vozes subalternas nas obras de Firmina dos Reis, considerando o contexto no qual ela escreveu: o século XIX. Abolicionismo, denúncias ao sistema escravista e o lugar da mulher são temas que entram em pauta no discurso das personagens femininas da escritora.</p>Benigna Ingred Aurelia Bezerril
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2021-07-182021-07-18132058360210.12660/rm.v13n20.2021.83512Discriminação racial: um legado da escravidão?
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<p>A escravidão é um dos fenómenos que induziu a discriminação racial aos negros. Durante a escravidão o negro era propriedade de outra pessoa e ocupava a mais baixa posição social. Aliás, mesmo com o fim da escravidão, a discriminação racial aos negros não desapareceu. Através da pesquisa bibliográfica e pela observação dos fatos no dia-a-dia foi possível constatar esta tendência. Assim, o artigo tem como objetivo, analisar em que medida a escravidão influenciou a discriminação racial. Com vista a combater a discriminação racial, vários ativistas e organizações internacionais têm empreendido esforços no sentido de inverter o panorama, porém os desafios são maiores.</p>Felizardo Gabriel Masseko
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2021-07-182021-07-18132060361810.12660/rm.v13n20.2021.82328Expediente
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Andrea Gonçalves
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2021-07-182021-07-18132010.12660/rm.v13n20.2021.84397Editorial
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Revista Mosaico FGV/CPDOC
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2021-07-182021-07-1813201310.12660/rm.v13n20.2021.84395Apresentação do Dossiê
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Comissão Organizadora da IX Jornada Discente do PPHPBC (CPDOC/FGV)
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2021-07-182021-07-1813204510.12660/rm.v13n20.2021.84396