Colonialidade da linguagem, pedagogia da crueldade e referente ausente

Auteurs

  • Natalia Ferreira UDESC

DOI :

https://doi.org/10.12660/rm.v13n20.2021.83326

Mots-clés :

Colonialidade; ecofeminismo; interseccionalidade.

Résumé

Neste artigo, analiso a linguagem empregada em um breve recorte de fontes
selecionadas para minha pesquisa de mestrado acerca das intersecções entre
racismo, sexismo e especismo, entretecidas pela colonialidade, que verificam-se
igualmente estruturais dentro da Matriz Colonial do Poder. O debate teórico
fundamenta-se nas perspectivas decoloniais e ecofeministas, pensando não somente
expor os problemas sociais, mas também destacar as resistências e fornecer
propostas, pensar utopias e futuros outros. Para tal, é preciso construir novas teorias,
categorias e metodologias de análise, valorizando os saberes ancestrais e originários
dos povos historicamente racializados, que desde o colonialismo permanecem sendo
frentes de resistência e sofrendo o epistemicídio da colonialidade.

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Publiée

2021-07-18