Colonialidade da linguagem, pedagogia da crueldade e referente ausente
DOI :
https://doi.org/10.12660/rm.v13n20.2021.83326Mots-clés :
Colonialidade; ecofeminismo; interseccionalidade.Résumé
Neste artigo, analiso a linguagem empregada em um breve recorte de fontes
selecionadas para minha pesquisa de mestrado acerca das intersecções entre
racismo, sexismo e especismo, entretecidas pela colonialidade, que verificam-se
igualmente estruturais dentro da Matriz Colonial do Poder. O debate teórico
fundamenta-se nas perspectivas decoloniais e ecofeministas, pensando não somente
expor os problemas sociais, mas também destacar as resistências e fornecer
propostas, pensar utopias e futuros outros. Para tal, é preciso construir novas teorias,
categorias e metodologias de análise, valorizando os saberes ancestrais e originários
dos povos historicamente racializados, que desde o colonialismo permanecem sendo
frentes de resistência e sofrendo o epistemicídio da colonialidade.
Références
ACOSTA, Alberto. O bem viver: uma oportunidade para imaginar outros mundos. São
Paulo, Autonomia Literária, Elefante, 2016.
ADAMS, Carol J. A política Sexual da Carne: A relação entre o carnivorismo e a
dominância masculina. São Paulo: Alaúde Editorial, 2012.
CARROBREZ, Mayara; LESSA, Patrícia. “Por um ecofeminismo animalista”. In:
ROSENDO, Daniela (org.). Ecofeminismos: fundamentos teóricos e práxis
interseccionais. Rio de Janeiro: Editora Ape’Ku, 2019. p. 95-110.
CASSIANO, Ophelia. Guia para “Linguagem Neutra”. Medium, 30 de setembro de
Disponível em: https://medium.com/guia-para-linguagem-neutra-pt-br/guiapara-
linguagem-neutra-pt-br-f6d88311f92b. Acesso em: 01 de jun. de 2021.
CASTRO, Susana de. “Condescendência: estratégia pater-colonial de poder”. In:
HOLLANDA, Heloísa Buarque de (org.). Pensamento Feminista Hoje: Perspectivas
decoloniais. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2020. p. 140-152.
COSTA, Maria da Graça. “Conhecimento e luta política das mulheres no movimento
agroecológico: diálogos ecofeministas e decoloniais”. In: ROSENDO, Daniela (org.).
Ecofeminismos: fundamentos teóricos e práxis interseccionais. Rio de Janeiro: Editora
Ape’Ku, 2019. p. 205-222.
CURIEL, Ochy. “Construindo metodologias feministas a partir do feminismo
decolonial”. In: HOLLANDA, Heloísa Buarque de (org.). Pensamento Feminista Hoje:
Perspectivas decoloniais. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2020. p. 120-138.
DAVIDSON, Martina. “María Lugones e o pensamento de trincheiras: decolonialidade
e veganismos”. In. DIAS, Maria Clara, et al (org.). Feminismos decoloniais:
homenagem a María Lugones. Rio de Janeiro: Ape’Ku, 2020, p. 109-122.
GREVE, Vitória. Sexo por dinheiro – Letícia M. 14 anos, drogada e prostituída. Jornal
Zero, Florianópolis, julho de 2015, p. 12. Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional.
KHEEL, Marti. “A contribuição do ecofeminismo para a ética animal”. In. ROSENDO,
Daniela (org.). Ecofeminismos: fundamentos teóricos e práxis interseccionais. Rio de
Janeiro: Editora Ape’Ku, 2019. p. 29-42.
KRENAK, Ailton. A vida não é útil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.
LLORED, Patrick. “Carnofalogocentrismo”. Revista Diversitas, ano 4, n. 5 (out
/mar 2016a). FFLCH, USP, São Paulo. Disponível em:
http://diversitas.fflch.usp.br/sites/diversitas.fflch.usp.br/files/inlinefiles/
revista_diversitas_5_1.pdf. Acesso em: 27 fev. 2021.
LLORED, Patrick. “O outro feminismo (a inventar) de Derrida: As implicações éticas e
políticas do carnofalogocentrismo”. Revista Trágica, Rio de Janeiro, v. 9, n. 2, p. 61-
, 2016b.
LUGONES, María. “Rumo a um feminismo descolonial”. Revista de Estudos
Feministas, Florianópolis, vol. 22 n. 3, setembro-dezembro/2014, p. 935-952.
Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/ref/article/view/36755/28577.
Acesso em: 27 fev. 2021.
MARCON, Tiago. “A Dimensão Espiritual do Churrasco”. Jornal Gazeta de Caxias,
Caderno Colunistas 2. Caxias do Sul, 7 a 13 de julho de 2007. Hemeroteca Digital da
Biblioteca Nacional.
MAXIMILIANO, Adriana. “Rudes mas cobiçados”. Agência O Globo, Jornal Pioneiro.
Caxias do Sul, 8 e 9 de julho de 2000, p. 11. Hemeroteca Digital da Biblioteca
Nacional.
MBEMBE, Achille. Crítica da Razão Negra. Antígona Editores Refratários, Portugal,
MIGNOLO, Walter. “Desobediência epistêmica: a opção descolonial e o significado de
identidade em política”. Cadernos de Letras da UFF - Dossiê: Literatura, língua e
identidade, nº 34, p. 287-324, 2008. Disponível em:
http://professor.ufop.br/sites/default/files/tatiana/files/desobediencia_epistemica_mig
nolo.pdf. Acesso em: 27 fev. 2021.
MESSEDER, Suely Aldir. “A pesquisadora encarnada: uma trajetória decolonial na
construção do saber científico blasfêmico”. In. HOLLANDA, Heloísa Buarque de (org.).
Pensamento Feminista Hoje: Perspectivas decoloniais. Rio de Janeiro: Bazar do
Tempo, 1ª reimpressão, 2020. p. 154-171.
NIELSSON, Joice G.; WERMUTH, Maiquel A. D. “A ‘Carne Mais Barata do Mercado’:
uma análise biopolítica da ‘cultura do estupro’ no Brasil”. Revista da Faculdade de
Direito da UERJ - Rio de Janeiro, nº 34. Dezembro de 2018. p. 171 – 200. Disponível
em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/rfduerj/article/viewFile/26835/27740
Acesso em: 27 fev. 2021.
PULEO, Alicia H. “Ecofeminismo: una alternativa a la globalización
androantropocéntrica”. In. ROSENDO, Daniela (org.). Ecofeminismos: fundamentos
teóricos e práxis interseccionais. Rio de Janeiro: Editora Ape’Ku, 2019. p. 43-62.
QUIJANO, Aníbal. “Colonialidad y modernidad/racionalidad”. Perú Indígena, p. 11-20,
Disponível em: https://www.lavaca.org/wpcontent/
uploads/2016/04/quijano.pdf. Acesso em: 27 fev. 2021.
RIBEIRO, Djamila. O que é lugar de fala? Coleção Feminismos Plurais, Belo
Horizonte: Letramento, 2017.
SEFFNER, Fernando. “Escola pública e professor como adulto de referência:
indispensáveis em qualquer projeto de nação”. Educação Unisinos, janeiro/abril 2016,
p. 48-57. Disponível em:
http://revistas.unisinos.br/index.php/educacao/article/view/edu.2016.201.05/5230.
Acesso em: 27 fev. 2021.
SEGATO, Rita. Contra-pedagogías de la crueldad. Ciudad Autónoma de Buenos
Aires: Prometeo Libros, 2018.
SESMA, Angélica Velasco. “De la lógica de la dominación al respeto y la empatía”. In.
ROSENDO, Daniela (org.). Ecofeminismos: fundamentos teóricos e práxis
interseccionais. Rio de Janeiro: Editora Ape’Ku, 2019. p. 63-94.
Téléchargements
Publiée
Numéro
Rubrique
Licence
(c) Tous droits réservés Natalia Ferreira 2021

Ce travail est disponible sous la licence Creative Commons Attribution 4.0 International .
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.