Del “movimiento” al mandato
las Innovaciones democráticas de las “Muitas” y de la “Gabinetona”
DOI:
https://doi.org/10.12660/cgpc.v26n85.81772Resumen
Este artículo tiene como objetivo analizar el conjunto de innovaciones democráticas adoptadas durante las candidaturas y los mandatos colectivos de las “Muitas pela cidade que queremos” en Belo Horizonte. Las “Muitas” surgen en la capital de Minas Gerais en 2015, con el objetivo de reunir a actores de diferentes movimientos sociales y colectivos con la finalidad de construir candidaturas colectivas para competir en las elecciones municipales de 2016. Con el lema de campaña “votó por una, voto por todas”, se lanzaron doce candidaturas, marcadas por pautas progresistas y por la representatividad de género, raza y orientación sexual. Se eligieron dos concejales, quienes propusieron una serie de innovaciones democráticas con el objetivo de compartir la toma de decisiones y llevar a cabo un mandato abierto y participativo. A partir de la discusión acerca de la democracia, la participación social y la representación, así como sobre el concepto de innovaciones democráticas, se buscó comprender cuáles y cómo se construyeron las innovaciones democráticas a lo largo de la trayectoria de las “Muitas”, así como sus potencialidades democratizadoras. Para eso, se realizaron entrevistas semiestructuradas con una parlamentaria y con activistas, además de una investigación documental. Esta investigación encontró que las innovaciones propuestas contribuyeron, aunque con limitaciones, a oxigenar la representación política y la institucionalidad democrática en el ámbito legislativo del municipio.
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