Indicadores da Construção

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Resumo

CUSTOS EM ALTADepois de romper o limite superior da meta oficial, a inflação acumulada em 12 meses medida pelo IPCA recuou, passando de 6,59% em março para 6,49% em abril. O INPC, índice utilizado como referência nas negociações entre trabalhadores e empresas, também registrou recuo discreto, com a variação acumulada passando de 7,22% para 7,16%. Em abril de 2012, a taxa acumulada em 12 meses estava em 4,88%. Esses números balizaram os acordos salariais realizados até maio e os índices setoriais têm refletido os aumentos concedidos. O INCC-M de maio registrou alta de 1,24%, a maior taxa entre os componentes do IGP-M, que não teve variação no mês. A elevada taxa mensal refletiu em grande parte a alta do componente mão de obra, que registrou variação de 1,88% no mês. No ano, o índice acumula variação de 3,59% e, nos últimos 12 meses, a taxa registrada é de 7,19%. O índice referente à mão de obra apresenta no ano taxa de 4,64% e em 12 meses, 9,05%. Nesse período já ocorreram acordos em Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo. Os aumentos ficaram em cerca de 9%. Ou seja, a despeito da desaceleração da atividade, reajustes acima da inflação têm prevalecido. No entanto, com a inflação maior, o ganho real está um pouco abaixo do observado em 2012. O componente “materiais, equipamentos e serviços” registra no ano aumento de 2,48% e em 12 meses, de 5,26%. Embora se mantenha a dinâmica dos últimos anos – em que a mão de obra representa a maior parcela da alta dos custos setoriais – vale notar que, em 2013, os materiais estão aumentando mais em média. Em 2012, a alta acumulada até maio do INCC-M materiais equipamentos e serviços estava em 1,77%. De todo modo, é a contribuição do custo com mão de obra que faz com que o INCC-M seja o componente do IGP-M com maior elevação no ano e em 12 meses. Em São Paulo, os custos setoriais registraram em maio taxa mensal de 4,44%. Os custos com mão de obra aumentaram 7,30% por conta do acordo coletivo. O componente materiais registrou taxa de 0,37% no mês. No ano, o CUB acumula elevação de 4,86% e em 12 meses, de 7,86%.

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2013-05-12

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Indicadores