A indústria de private equity e venture capital: 2º censo brasileiro
Abstract
Nesta segunda década do século 21, o Brasil contempla um cenário de oportunidades e desafios a serem vencidos, como jamais vislumbrou em sua história de desenvolvimento dos últimos 50 anos. Enquanto os países do G7 ensaiam o terceiro passo de uma lenta recuperação da crise de 2008, o Brasil cresce a mais de 5% ao ano. Tornou-se vitrine de oportunidades de negócio, paradigma de gestão macroeconômica, desenvolvimento institucional e consolidação democrática. No mundo dos negócios vive-se um clima de 'Brasil, país cujo futuro já chegou'. Estigmas do passado perduraram em certas áreas das instituições políticas, da sociedade e da economia, mas a sociedade organizada demonstra-se capaz de isolá-los para tratamento corretivo ao longo de poucos anos no futuro. Há não mais de 12 anos, emergiu no país uma geração de gestores de investimentos de Private Equity e Venture Capital (PE/VC), num movimento que, tímido nos primeiros cinco anos, agigantou-se na segunda metade da década, tendo atravessado, sem grandes percalços, a crise financeira de 2008. Nossa 'indústria de Private Equity e Venture Capital' completava, ao longo de 2005, o seu primeiro ciclo de vida: diplomava-se a alguns gestores com louvor! O que parecia uma remota possibilidade durante os cinco ou seis anos anteriores, a saída dos investimentos nas empresas da carteira por meio de abertura de capital, já se tornar realidade no fim de 2004. As poucas aberturas de capital de empresas investidas ofereciam ativos ambicionados pelos investidores internacionais, que afluíam ao Mercado de Capitais Brasileiro. A cada oferta pública de empresa investida pelas organizações gestoras de PE/VC, em torno de dois terços das ações eram vendidas a investidores estrangeiros.


