How are elections affected by an external shock? The ‘China shock’ in Brazilian politics
Resumo
Este artigo explora o componente exógeno do crescente relacionamento comercial entre Brasil e China como um choque econômico na política brasileira entre 1998 e 2016. Usando dados do censo populacional para o Brasil, descobrimos que nas eleições para governadores, os partidos incumbentes se beneficiaram da crescente demanda chinesa por commodities, enquanto também foram prejudicados pelo aumento da concorrência com a alta importação de produtos manufaturados. Além disso, investigamos os efeitos do “Choque da China” nas eleições presidenciais, concluindo que ajudou, pelo menos em parte, a manutenção do Partido dos Trabalhadores (PT) na presidência, melhorando a parcela de votos da candidata do partido Dilma Rousseff. Este artigo também mostra os efeitos nas eleições municipais brasileiras. Apesar de ter pouca ou nenhuma responsabilidade no relacionamento comercial Brasil-China, os prefeitos em exercício ainda foram positivamente afetados por esse choque nas eleições de 2004. No entanto, nossos resultados são fortemente dependentes do ciclo eleitoral estudado, do nível de governo examinado e do tipo de candidato considerado. This paper exploits the exogenous component of the rising Brazil-China commercial relationship as an economic shock on Brazilian politics between 1998 and 2016. Using census data for Brazil, we find that in gubernatorial elections, incumbent parties benefited from the growing Chinese demand for commodities, while also being harmed by rising import competition in manufacturing. Further, we investigate the effects of the ‘China Shock’ on presidential elections, concluding that it helped, at least partly, the maintenance of Brazilian Worker’s Party in the presidency by improving the vote share of the party’s candidate Dilma Rousseff. This paper also shows the effects on Brazilian mayoral elections. Despite having little to no responsibility on the Brazil-China commercial relationship, incumbent mayors were still positively affected by this shock in the 2004 elections. However, our results are strongly dependable on the electoral cycle studied, on the level of government examined, and on the type of candidate considered.


