Como enfrentar os desafios logísticos das Secretarias durante e pós a pandemia
Abstract
Passar de um modelo tradicional de escola, onde os alunos se reúnem para aprender, para um modelo em que é preciso levar o ensino à casa do estudante implica complexas questões logísticas. É preciso, entre outras coisas, garantir o fluxo físico do material da escola para as residências dos estudantes e professores – o que envolve planejamento, custos, manuseio e transporte – e assegurar que a alimentação escolar chegue aos alunos. Se você se interessa em buscar soluções para as imensas dificuldades que se colocam às secretarias estaduais e municipais de educação na pandemia, não deixe de assistir este Webinar. Nele, os secretários de educação de Pernambuco, Frederico Amâncio, e de São Paulo, Rossieli Soares, o ex-presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), José Carlos Freitas, e a professora Priscila Miguel, coordenadora do Centro de Excelência em Logística e Supply Chain da FGV, discutem a volta às aulas ainda durante, e mesmo após, a pandemia e os caminhos para enfrentar os desafios. A primeira etapa a ser enfrentada é a revisão orçamentária. Em função da queda das receitas, será necessário cortar despesas, adotar novas estratégias para as compras públicas e revisar contratos, de modo a otimizar os recursos. Neste campo, um dos principais encargos será a adequação dos contratos dos professores e trabalhadores terceirizados, que exigirão diferentes soluções negociadas e com preocupação social. Ao mesmo tempo, novos protocolos de saúde e segurança no tocante à manutenção e limpeza das escolas, aquisição de equipamentos de saúde e segurança para os trabalhadores da educação, investimentos em comunicação e sinalização dos prédios e capacitação de professores, coordenadores e gestores são outras questões a serem resolvidas antes que os estudantes voltem às salas de aula. Fundamentais, ainda, um minucioso planejamento para a reposição da carga horária não cumprida e a construção de estratégia e planejamento pós-Covid-19. Apesar dos desafios, os debatedores parecem concordar que a pandemia está representando uma oportunidade para o Brasil dar um salto geracional no uso da tecnologia digital na educação e para desmistificar o preconceito de que ela iria substituir o professor. Na verdade, a experiência atual tem demonstrado que a tecnologia é um complemento, um instrumento a mais a ser usado pelos docentes em seu esforço para levar educação a todos os alunos, inclusive àqueles que não têm acesso à Internet.
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