Trajetória de migração de software proprietário para livre: evidências empíricas associadas ao open office
Abstract
This article aims at analyzing the migration trajectory from a commercial off-the-shelf software to a free one. Thus, it was pursued to analyze the migration process and investigate the critical success/resistance factors associated with the implementation of the Open Office in a Brazilian private company replacing the extant Microsoft Office. The bibliographical review of this work addresses adoption/resistance to information systems being that the theoretical framework adopted to explain the data collected. The single case study method was then applied and via documentation analysis, interviews, questionnaires, and direct and participant observations data was collected, as well as analyzed via content analysis and non-parametric statistics. Three sorts of users' behaviors were unveiled in which concerns to their intention of use of the free software. Finally, the reasons for those behaviors were set forth based on the investigation of the critical factors associated with the users' adoption/resistance to the implemented free software. O presente artigo visa analisar a trajetória de migração de um software proprietário para uma plataforma livre. Especificamente, buscou-se analisar o processo de migração e identificar os fatores determinantes de sucesso/resistência na implantação do Open Office, em uma empresa privada nacional, em substituição ao Microsoft Office. O referencial teórico do trabalho aborda a adoção/resistência a sistemas de informação, constituindo a base de conhecimento que auxiliou os pesquisadores no entendimento dos fatores observados em campo. A metodologia de estudo de caso único foi aplicada, de modo que os dados de campo foram coletados via análise de documentação, entrevistas, questionários, observações diretas e participantes, e analisados por meio de análise de conteúdo e estatística não paramétrica. Foram identificados três grupos de usuários com comportamentos distintos em relação à intenção de uso do novo software, analisando-se as razões para tal comportamento, em função da identificação dos fatores críticos associados à aceitação/resistência ao software livre implantado.


