T-Bill Rates, o engraxate do futuro
Resumo
O artigo publicado faz uma crítica à excessiva valorização do câmbio ocorrida após o Plano Real, o que gerou déficits em conta corrente bastante elevados. Primeiro, descreve-se um mundo onde não há mais taxas de câmbio, mas onde um dos países (no caso, traçando um paralelo com o Brasil) entrou no novo sistema com salários nominais (na nova moeda universal, Terra) bastante elevados. Com isto, este país perde competitividade e passa a depender totalmente das renovações anuais de crédito externo. O ajuste natural do balanço de pagamentos neste caso, à la Hume, se daria por queda da oferta monetária através de um mecanismo de padrão ouro. Isto, entretanto, não ocorre no caso em questão devido à facilidade temporária de se obterem créditos externos. Um dia, porém, o crédito acaba. Neste ponto, a inexistência de câmbio passa a exigir uma queda simultânea de todos os preços e salários, o que demanda a existência de um planejador central. Ao explicitar este ponto, o artigo objetiva resgatar a utilidade dos sistemas de taxas de câmbio, em detrimento da ideia de uma moeda única para todos o planeta. Com câmbio, consegue-se a queda sincronizada de rendimentos e aporte de competitividade, sem com isto demandar uma operação central que necessariamente exija um coordenador com alta credibilidade (para concatenar as quedas nominais de salários). A operação fica mais fácil.


