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dc.contributor.advisorIrigaray, Hélio Arthur
dc.contributor.authorSouza, José Gonçalves de
dc.date.accessioned2022-09-08T15:22:15Z
dc.date.available2022-09-08T15:22:15Z
dc.date.issued2022-06-26
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10438/32473
dc.description.abstractPurpose: Starting from the assumption that social relations are determined by historical factors, economic system, political regime, and social structure, we designed this research with the aim of unveiling to what extent the election of a conservative government in 2018 in Brazil has influenced social relations in the workplace, especially with regard to non-hegemonic groups. Methodology: We conducted empirical research delimited to LGBTQIAPN+ women and individuals working in the metropolitan regions of São Paulo and Rio de Janeiro. When duly authorized, we recorded and transcribed the interviews, which were submitted to Critical Discourse Analysis (CDA). Findings: From the three axes of analysis (text, discourse and practice), the social practice revealed that the notions of power, ideology and hegemony were present in the narratives of the interviewees, who are (aware) that the current prevailing ideology in the country produces, naturalizes and legitimizes hate speeches, which have deteriorated the work environment. The discursive practice, in turn, suggests the intensification of sexist and LGBTQIAPN+ phobic discourses in organizations, and that they are always based on issues related to productivity, meritocracy, impartiality, and asepsis of the companies. Finally, the textual practice was evidenced in the speaking shifts; namely, in how much women are interrupted in meetings. Research limitations: There is a spatio-temporal limitation, as we only looked at the period of the most recent conservative Brazilian government, from 2016 to 2021, as well as the two largest metropolitan regions in the country. Moreover, due to the social isolation measures, due to the Covid-19 pandemic still imposed during the period of the interviews, they were conducted through the Zoom platform. Practical Implications: The understanding of how the official speeches of ultraconservative governments, proposed in the study, causes an alert for managers to elaborate mechanisms to mitigate violence suffered by workers. In addition to supporting the creation and ensuring the functioning of affinity groups, as well as monitoring any illnesses and absences related to minority stress. Contributions to Society: Understanding the social role of the company, understanding that workers and employers are part of society and that they need to work together for a more equal environment, this work contributes with the intention for society to have a better perception of the problem through the holistic view of those who suffer (non-hegemonic groups). As well as the government and the supporting organizations in rethinking their structures in the face of a heterogeneous group with multiple particularities. Originality: Political discussions about how to run a country are healthy in a democratic environment. What we are noticing is that one side of the scales has been violating rules of the democratic regime, as when there is intensification of political sides, non-hegemonic groups are the first to have their rights reduced. This study tries to show the hidden influence of this extreme right-wing in the daily business life.por
dc.description.abstractObjetivo: Partindo do pressuposto que as relações sociais são determinadas pelos fatores históricos, sistema econômico, regime político e estrutura social, elaboramos esta pesquisa com o objetivo de desvelar em que medida a eleição de um governo conservador, em 2018, no Brasil, tem influenciado as relações sociais no ambiente de trabalho, especialmente no que tange aos grupos não-hegemônicos. Metodologia: Realizou-se uma pesquisa empírica delimitada a mulheres e indivíduos LGBTQIAPN+, que trabalham nas regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro. Quando devidamente autorizados, gravamos e transcrevemos as entrevistas, as quais foram submetidas à Análise Crítica do Discurso (ACD). Resultados: A partir dos três eixos de análise (texto, discurso e prática), a prática social revelou que as noções de poder, ideologia e hegemonia se fizeram presentes nas narrativas dos entrevistados, os quais estão (cons)cientes de que a atual ideologia predominante no país produz, naturaliza e legitima discursos de ódio, os quais têm deteriorado o ambiente de trabalho. A prática discursiva, por sua vez, sugere a intensificação dos discursos sexistas e LGBTQIAPN+ fóbicos nas organizações, e que os mesmos são pautados sempre em questões que tangem à produtividade, meritocracia, imparcialidade e assepsia das empresas. Por fim, a prática textual foi evidenciada nos turnos de falas; nomeadamente, no quanto as mulheres são interrompidas nas reuniões. Limitações: Há uma limitação espaço-temporal, dado que nos debruçamos apenas sobre o período do mais recente governo conservador brasileiro, compreendido entre de 2016 a 2021, bem como as duas maiores regiões metropolitanas do país. Ademais, em função das medidas de isolamento social, devido à pandemia de Covid-19 ainda impostas no período das entrevistas, as mesmas foram realizadas por meio da plataforma Zoom. Aplicabilidade do Trabalho: A compreensão de como os discursos oficiais de governos ultraconservadores, proposto no estudo, provoca um alerta para gestores elaborarem mecanismos de mitigação de violências sofridas pelos trabalhadores. Além de apoiar a criação e garantir o funcionamento dos grupos de afinidade, bem como monitorar eventuais doenças e afastamentos relacionados ao minority stress. Contribuições para Sociedade: Compreendendo o papel social da empresa, entendendo que trabalhadores e empregadores fazem parte da sociedade e que precisam trabalhar em conjunto para um ambiente mais equalitário, o presente trabalho contribui com o intuito de a sociedade ter uma melhor percepção do problema por meio da visão holística de quem sofre (grupos não hegemônicos). Assim como o governo e as organizações apoiadoras em repensar suas estruturas diante de um grupo heterogêneo e com múltiplas particularidades. Originalidade: As discussões políticas sobre como gerir um país são saudáveis no ambiente democrático. O que estamos percebendo é que um lado da balança vem violando regras do regime democrático, como quando há intensificação de lados políticos, grupos não hegemônicos são os primeiros a terem seus direitos reduzidos. Esse estudo tenta mostrar a influência oculta dessa extrema-direita no cotidiano empresarial.por
dc.language.isopor
dc.subjectDiscriminaçãopor
dc.subjectBolsonaropor
dc.subjectIntolerância Religiosapor
dc.subjectNova Direitapor
dc.subjectLGBTQIAPN+por
dc.subjectHomofobiapor
dc.subjectDiscriminationeng
dc.subjectReligious intoleranceeng
dc.subjectHomophobiaeng
dc.subjectNew righteng
dc.titleA nova direita e relações sociais nos ambientes de trabalho: as percepções dos grupos não hegemônicospor
dc.typeThesiseng
dc.contributor.unidadefgvEscolas::EBAPEpor
dc.subject.bibliodataDireita e esquerda (Ciência política)por
dc.subject.bibliodataPessoas LGBTQ+por
dc.subject.bibliodataHomofobiapor
dc.subject.bibliodataDiscriminaçãopor
dc.subject.bibliodataTolerância religiosapor
dc.subject.bibliodataBrasil. Presidente (2019- : Jair Bolsonaro)por
dc.degree.date2022-06-23
dc.contributor.memberFaria, Alexandre
dc.contributor.memberCassandre, Marcio


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