Internationalization of business schools and their strategic response to institutional complexity
Resumo
Nestas últimas décadas, há uma expectativa de que cada vez mais as Escolas de Negócio (EN)
se tornem internacionais. A internacionalização na indústria da educação superior, é um dos
esforços acadêmicos e administrativos mais desafiadores e demorados, além disso não ocorre
sem tensão. O engajamento internacional não é facilmente alcançado, uma vez que a produção
ou a entrega do conhecimento é afetada pela cultura, regulamentos e mercados locais, ou outros
fatores idiossincráticos que tornam as percepções locais essenciais. Frequentemente, demandas
ambíguas - as múltiplas lógicas institucionais nos níveis interno, local e global - desencadeiam
situações de complexidade institucional. Apesar da internacionalização ser um desafio prático,
os estudiosos não têm dado atenção suficiente a como as instituições de ensino superior (IES)
respondem estrategicamente à dinâmicas da indústria e à complexidade institucional em face
das diferenças fundamentais em termos de expectativas, regulamentos, crenças e valores dos
stakeholders que tornam o comportamento imitativo impossível ou indesejável. Estudos
anteriores sobre a internacionalização de IES sofrem de uma limitação significativa: eles
implicitamente assumem que as pressões normativas e cognitivas transfronteiriças levarão a
um comportamento isomórfico, desconsiderando que as organizações têm agência e, que
diferentes escolas devem responder de maneiras diferentes. Eu contesto a suposição
simplificada de que as EN são homogêneas em suas estratégias, identidades, modelos e
atividades em resposta a pressões homogeneizadoras, como credenciamento, rankings e, em
meu caso, internacionalização. Em vez disso, sustento que as EN estão inseridas
simultaneamente local e globalmente em contextos sociais, econômicos, políticos e
profissionais, que abrem oportunidade para escolhas estratégicas e diferenciação em modelos
de negócios. Investigo como as respostas estratégicas à complexidade institucional afetam a
internacionalização das EN. Em primeiro lugar, examino como elas enquadram sua experiência
com a complexidade institucional no que diz respeito à priorização e reconciliação de lógicas
quando confrontadas com a pressão da internacionalização e, em seguida, quais respostas
estratégicas elas promulgaram diante da complexidade institucional, ou seja, quais
combinações de características organizacionais, escolhas e experiências, estão associadas com
seus modelos de internacionalização. Para desenvolver meus argumentos teóricos, não
examinamo a similaridade das práticas isoladamente; em vez disso, uso Fuzzy set Análise
Comparativa Qualitativa (fsQCA) para descobrir conjuntos de condições que levam as EN a se
engajarem em um modelo de internacionalização específico com relação à integração de
iniciativas de ensino, pesquisa e serviço. Desenvolvi uma estrutura teórica configuracional
sustentada por várias combinações de condições que funcionam em interação: experiência com
complexidade institucional, ambiente endógeno, amplo engajamento, imagem forte, orientação
internacional, recursos financeiros e estrutura formal de apoio à internacionalização. Coletei
dados em 31 EN localizadas no Brasil (10) e nos EUA (21). Encontrei evidências para apoiar
meu argumento teórico de que a complexidade institucional, exacerbada pelas pressões de
internacionalização, quando enquadrada de forma neutra ou positiva, ajuda a integrar as
iniciativas internacionais. As escolas sustentam um modelo de internacionalização infundido
ou predominantemente infundido por meio de respostas de defesa, integração, isolamento e
reinterpretação. No entanto, quando enquadrada de forma negativa, a complexidade
institucional pode dificultar a integração de iniciativas internacionais. As escolas sustentam um
modelo de internacionalização difuso ou predominantemente difuso por meio de respostas de
compromisso, acoplamento seletivo e evitação. Essas descobertas avançam para uma
perspectiva de gestão estratégica que incorpora mais nuances, posto que detalhei a dimensão
discricionária como uma fonte de heterogeneidade dentro da indústria com base em minha
teoria de como as características organizacionais, escolhas e experiência com a complexidade
institucional levaram a uma abordagem de internacionalização abrangente, destacando a
importância da resposta estratégica como o mecanismo subjacente. In recent decades, Business Schools (B-Schools) have been increasingly expected to become
international. Besides being one of the most challenging and time-consuming academic and
administrative efforts in the higher education industry, internationalization does not happen
without tension. International engagement is not easily accomplished because the production
or delivery of knowledge is affected by local markets, culture, regulations, and other
idiosyncratic factors that make local insights essential. Often ambiguous demands - the
multiple institutional logics at the internal, local, and global levels – trigger institutional
complexity. Despite internationalization being an actual challenge, scholars have not given
enough attention to how higher education institutions (HEIs) strategically respond to industry
dynamics and institutional complexity in the face of fundamental differences in terms of
stakeholders’ expectations, regulations, and organizational values, and beliefs, which make
imitative behavior impossible or undesirable. Past studies on the internationalization of HEIs
suffer from a significant limitation: they implicitly assume that cross-border normative and
cognitive pressures will lead to isomorphic behavior, disregarding that organizations have
agency and that different schools will be expected to respond in different ways. I contest the
simplified assumption that B-Schools are homogeneous in their strategies, identities, models,
and activities in response to homogenizing pressures such as accreditation, rankings, and, in
my case, internationalization. Instead, I maintain that B-Schools are embedded simultaneously
locally and globally in social, economic, political, and professional contexts, which open up
opportunities for strategic choices and differentiation in business models. I investigate how
strategic responses to institutional complexity affect the internationalization of B-Schools.
First, I examine how they frame their experience with institutional complexity regarding the
prioritization and reconciliation of logics when confronted with internationalization pressure
and then which strategic responses they enacted to institutional complexity, i.e., which
combinations of organizational characteristics, choices, and experiences, are associated with
their internationalization models. To develop my theoretical arguments, I did not examine the
similarity of practices in isolation; rather, I use fuzzy-set Qualitative Comparative Analysis
(fsQCA) to uncover sets of conditions that lead B-Schools to engage in a particular
internationalization model regarding the integration of initiatives of teaching, research, and
service. I developed a configurational theoretical framework underpinned by various
combinations of conditions that work in interaction: experience with institutional complexity,
endogenous environment, broad engagement, strong image, international orientation, financial
resources, and formal structure to support internationalization. I collected data on 31 B-Schools
located in Brazil (10) and the USA (21). I found evidence to support my theoretical argument
that the institutional complexity, which is exacerbated by internationalization pressures, when
either neutrally or positively framed, helps integrate international initiatives. Schools sustain
an infused or predominantly infused internationalization model through advocacy, integration,
isolation, and reinterpretation responses. However, when negatively framed, institutional
complexity may hinder the integration of international initiatives. Schools sustain a diffused or
predominantly diffused internationalization model by enacting compromise, selective
coupling, and avoidance responses. These findings advance a more nuanced strategic
management view by detailing the discretionary dimension as a source of heterogeneity within
the industry based on my theory of how organizational characteristics, choices, and experience
with institutional complexity led to a comprehensive internationalization approach,
highlighting the importance of strategic response as the underlying mechanism.


