Uma proposta prática para desagregação temporal mensal do PIB dos entes federativos brasileiros
Abstract
A indisponibilidade do PIB em frequência mais alta que a trimestral e falta de tempestividade de indicadores econômicos tem sido um problema para pesquisadores, formuladores de políticas econômicas e tomadores de decisão em geral. No Brasil este problema é particularmente importante no nível regional , já que as estimavas da variação do PIB dos entes federativos só é divulgada em frequência ainda mais alta (anual) e assim mesmo com grande defasem (usualmente quatro anos após o encerramos do período de mensuração). Este estudo visa construir uma estimativa da variação do PIB mensal dos entes federativos brasileiros de janeiro de 2003 até junho de 2020. O modelo e especificações utilizadas resultaram em séries mensais com coeficientes estatisticamente significantes para todos os entes federativos brasileiros, exceto Rio Grande do Sul, e indicam ainda a heterogeneidade das economias regionais brasileiras. Estados das regiões norte e nordeste, em sua maioria, ainda apresentam uma forte dependência da economia nacional, enquanto estados da região sudeste, sul e centro-oeste, reagem mais fortemente a indicadores regionais, como a PIM e a PMC. The unavailability of GDP at a higher frequency other than the quarterly and lack of timeliness of economic indicators has been a problem for researchers, economic policymakers and decision makers in general. In Brazil this problem is particularly important at the regional level, since the estimated variation in the GDP of federative entities is only disclosed at an even higher frequency (annual) and even with great delay (usually four years after the end of the measurement period). This study aims to build an estimate of the variation in monthly GDP of Brazilian federal entities from January 2003 to June 2020. The model and specifications applied resulted in monthly series with statistically significant coefficients for all Brazilian federative entities, except Rio Grande do Sul, and also indicate the heterogeneity of Brazilian regional economies. States in the north and northeast regions, for the most part, still have a strong dependence on the national economy, while states in the southeast, south and middle west regions react more strongly to regional indicators such as the PIM and the PMC.


