Efeitos da governança corporativa sobre o risco de crédito
Resumo
A literatura acadêmica indica que empresas com elevados padrões de governança corporativa apresentam menor risco de crédito e se beneficiam com menor custo da dívida (Ashbaugh-Skaife et al., 2006). Este estudo se propõe a avaliar os efeitos dos mecanismos de governança corporativa sobre o risco de crédito de empresas do mercado brasileiro, explorando aspectos como independência, estrutura e procedimentos do conselho, direitos de acionistas minoritários e abertura de informações financeiras. Através do modelo de probit ordenado, aplicado sobre uma das maiores amostras (em número de observações) da literatura acadêmica brasileira sobre o tema, mostrou-se que a governança corporativa é uma variável explicativa significativa para ratings em modelos de risco de crédito de curto e longo prazo. Os resultados ainda indicam que, dentre os componentes de governança corporativa avaliados, apenas o direito de acionistas minoritários se relaciona negativamente com o rating de crédito – sugerindo que o excesso de poderes aos acionistas não necessariamente beneficia os credores da firma. The academic literature indicates that firms with high corporate governance standards present lower credit risk and benefit from lower cost of debt (Ashbaugh-Skaife et al., 2006). This study evaluates the effects of corporate governance mechanisms on credit risk of Brazilian firms, exploring elements as board independence, structure and process, minority shareholders rights and financial disclosure. Through an ordered probit model, applied to one of the largest samples (in number of observations) of the Brazilian academic literature on the subject, it was shown that corporate governance is a significant explanatory variable for ratings of short and long term credit risk models. The results also indicate that, among the corporate governance components assessed, only minority shareholders rights are negatively related to credit ratings - suggesting that excess power to shareholders do not necessarily benefits firm's bondholders.


