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dc.contributor.advisorFreitas, Maria Ester de
dc.contributor.authorIrigaray, Hélio Arthur
dc.date.accessioned2010-04-20T20:48:25Z
dc.date.issued2008-09-05
dc.identifier.citationIRIGARAY, Hélio Arthur. A diversidade nas organizações brasileiras: estudo sobre orientação sexual e ambiente de trabalho. Tese (Doutorado em Administração de Empresas) - FGV - Fundação Getúlio Vargas, São Paulo, 2008.
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10438/2554
dc.description.abstractEste estudo tem por objetivo apreender como a diversidade de orientação sexual se manifesta e é percebida nas organizações brasileiras. Ontologicamente, o mesmo se valeu da pós-modernidade crítica, especificamente da Queer Theory, a qual traz no seu bojo a desconstrução de todas as categorias convencionais de sexualidade e gênero. A pesquisa de campo se dividiu em 4 visitas a treze grandes empresas, no Rio de Janeiro e São Paulo, entre julho de 2005 e novembro de 2007, e a entrevistas com 95 indivíduos hétero, homo e bissexuais, divididos em quatro grupos. O primeiro foi composto por heterossexuais e o segundo por homo e bissexuais, que foram informados sobre o real objeto da pesquisa. Como foram observadas discrepâncias entre o que os heterossexuais declararam na entrevista e seus comportamentos no ambiente de trabalho, bem como comentários em grupo, foram trabalhados dois grupos de controle. O primeiro, composto por heterossexuais e o segundo, por homo e bissexuais, aos quais foram informados que o objetivo da pesquisa era a questão da saúde no ambiente de trabalho. As anotações de campo e as entrevistas foram transcritas e submetidas à análise do discurso e análise conversacional. As revelações da pesquisa de campo foram apresentadas em 5 partes: a dimensão individual, na qual se analisou o que significa não ser heterossexual; a dimensão social; o ambiente de trabalho em si; a estratégia de não assumir publicamente a orientação sexual e, finalmente, os resultados da pesquisa-controle feita tendo a saúde organizacional como pergunta investigativa. Este estudo revelou que, quando perguntados sobre práticas discriminatórias em função da orientação sexual, os homo e bissexuais masculinos e femininos, em sua maioria, confirmaram a existência das mesmas na sociedade e no ambiente de trabalho,bem como afirmaram já terem sido vítimas. Já os heterossexuais apresentaram um discurso politicamente correto e minimizaram a existência das mesmas. No entanto, ficou evidente que este último grupo, reproduzindo a lógica da hegemonia masculina, introjetou os estereótipos dos homossexuais, os quais foram construídos socialmente. Não raramente, esta discriminação é mascarada pelo senso de humor. Por outro lado, na pesquisa que teve como questão investigativa a saúde no ambiente de trabalho, os heterossexuais não hesitaram em externar mais sua visào heterocêntrica; os homo e bissexuais, por sua vez, não focaram as suas falas em práticas discriminatórias. No limite, em comum, ficou patente que a orientação sexual de um indivíduo, por si só, é apenas um dado categórico, que não necessariamente é fator isolado de discriminação, já que esta também abrange questões como gênero, etnia, classe social e senso estético.por
dc.description.abstractThe object of this research is to understand the impact of the multiple sexual orientations on the organizations and how this diversity is perceived by the homo, bi and heterosexual employees. Ontologically, this study uses the critical postmodernism, specifically the Queer Theory, which deconstructs all conventional categories of sexuality and gender. The field research consisted of four visits to 13 large companies, in Rio de Janeiro and São Paulo, between July 2005 and November 2007, as well as 95 interviews, divided in four groups. The first one was composed of heterosexual and the second of homo and bisexual individuals, who were informed of the real object of this research. As a discrepancy of what the heterosexuals said during the interviews and their attitudes in the work environment as well as their comments to other heterosexuals was observed, a control-research was also carried out. Two othe groups – one of heterosexuals and the other of homo and bisexuals – were interviewed; nevertheless, they were informed that the object of the research was to study health in the workplace. The fieldnotes as well as the interviews were transcripted and submitted to discourse and conversational analyses. The findings were presented in five sections: the individual dimension, the social dimension, the workplace environment itself, the psychosomatic costs and, finally, the outcome of the research on health at the workplace. This study revealed that, when questioned about discrimination at the workplace, gays, lesbians and bisexuals tend to recognize the existence of such practices, as well as advocate that they also have been a victim of such. On the other hands, the heterosexuals tend to minimize the existence of such practices, as well as deliver a politically-correct speech. Notwithstanding, it was clear that the heterosexuals have introjected the masculine hegemonic paradigm, which was been built historically through social practices and, discriminatory attitudes and comments are disguised by the Brazilian sense of humour and informality. On the other hand, the research that was guided by the investigative question on health at the workplace revealed that, as the were not being confronted directly, the heterosexuals felt more at ease to express themselves, using homophobic expressions and referring to discriminatory practices. Yet, the homo and bisexuals attained to the question of health itself and, rarely, did they refer or mention discriminatory practices in the workplace. At the bottom line this study confirmed that the sexual orientation per se is only a component of an individual’s personality and, although it may be the ground for prejudice and discrimination, these practices are also caused due other factors such as gender, race, and social status.eng
dc.language.isopor
dc.subjectQueer theoryeng
dc.subjectDiversityeng
dc.subjectLesbianeng
dc.subjectSocial identityeng
dc.subjectBisexualeng
dc.subjectMasculine hegemonyeng
dc.subjectOrganizational heteronormativityeng
dc.subjectGayspor
dc.subjectEstudos organizacionaispor
dc.subjectBissexuaispor
dc.subjectDiversidadepor
dc.subjectLésbicaspor
dc.subjectIdentidade socialpor
dc.titleA diversidade nas organizações brasileiras: estudo sobre orientação sexual e ambiente de trabalhopor
dc.typeThesiseng
dc.embargo.termsforevereng
dc.embargo.liftdate10000-01-01
dc.subject.areaAdministração de empresaspor
dc.contributor.unidadefgvEscolas::EAESPpor
dc.subject.bibliodataDiversidade no local de trabalhopor
dc.subject.bibliodataClima organizacionalpor
dc.subject.bibliodataHomossexualismopor
dc.subject.bibliodataOrientação sexualpor
dc.contributor.memberMalik, Ana Maria
dc.contributor.memberTonelli, Maria José
dc.contributor.memberVergara, Sylvia Constant
dc.contributor.memberSiqueira, Marcus Vinicius S.


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