Banco, compulsórios e imposto inflacionário no Brasil
Abstract
No Brasil, os compulsórios eram elevados antes do Real para que o setor público se apropriasse das transferências inflacionárias obtidas pelos Bancos. E, imediatamente após o Real, para que o setor público se apropriasse da elevação de senhoriagem. Já era tempo, entretanto, de estes compulsórios terem sido reduzidos, para ajudar na redução do spread bancário. A abordagem fiscalista (acima descrita) não faz mais sentido, desde a queda da inflação. Controle fino da oferta monetária (como pensou Friedman ao defender compulsórios de 100%) também pertence ao passado. Hoje em dia o curto prazo da política monetária baseia-se no juro interbancário. Os compulsórios sobre depósitos à vista são ainda bem mais elevados no Brasil do que nos países desenvolvidos. Não há motivo.


