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Moradores do Rio têm acesso desigual a metrô e BRT

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Extra On line BRT metro.pdf (29.51Kb)
O Globo On line BRT metro.pdf (148.5Kb)
O Globo impresso BRT metro.pdf (445.0Kb)
Data
2016-10-31
Autor
Duarte, Alessandra
Metadados
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Resumo
Morador da Zona Oeste compromete até 64% da renda com transporte, contra menos de 3% do de Ipanema. RIO — A desigualdade na cidade do Rio passa pelos trilhos do metrô. Enquanto os moradores no entorno da estação Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, Zona Sul, comprometem menos de 3% da sua renda mensal média de R$ 8.561 com a passagem do metrô, quem mora nos arredores da estação Acari/Fazenda Botafogo, na Zona Norte, tem 25,6% da sua renda média de R$ 703 comprometidos com esse transporte. No BRT, a disparidade aumenta: moradores da área da estação Golfe Olímpico da Transoeste, na região da Praia da Reserva, comprometem 1,11% da sua renda média de R$ 15.078 com o BRT. Já para o morador do entorno da estação da Transoeste na Vila Paciência, comunidade em Santa Cruz, esse percentual vai para 35,2% da sua renda média de R$ 473. Os moradores da Vila Paciência também são os que mais comprometem sua renda mensal (64,9%) quando se analisa o bilhete de integração entre metrô e BRT — pensado justamente para representar economia para a população. Os dados são parte de estudo inédito feito pela Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas (FGV-Dapp) numa parceria com O GLOBO para as eleições deste ano. O levantamento viu a renda de pessoas que moram num raio de até 800 metros de cada estação, distância baseada no tempo que, segundo especialistas da área de transportes, as pessoas estão dispostas a andar para chegar aos chamados transportes de alta capacidade. Para medir a renda, examinou quanto uma pessoa gasta com transporte quando não tem um empregador para arcar com aquele custo. Com supervisão geral de Marco Aurelio Ruediger, diretor da Dapp, a pesquisa foi coordenada por Janaina Fernandes e teve a participação dos pesquisadores Miguel Orrillo, Bárbara Barbosa e Margareth da Luz. — Apesar de ver a renda que vai para o transporte, não é um estudo que pretende abordar a tarifa, mas, sim, o acesso ao Rio e a locais do município onde há, por exemplo, mais ofertas de empregos e de bens culturais. Há um acesso desigual à cidade. Nesse sentido, a integração (entre BRT e metrô) também acaba sendo desigual — afirma Janaina Fernandes
URI
http://hdl.handle.net/10438/17395
Coleções
  • FGV DAPP - Artigos de Jornais e Revistas [275]
Áreas do conhecimento
Ciência política
Assunto
Política de transporte urbano - Rio de Janeiro (RJ)
Palavra-chave
Mobilidade
Cidades

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