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dc.contributor.advisorBandeira-de-Mello, Rodrigo
dc.contributor.authorKallás, David
dc.date.accessioned2014-07-14T12:30:01Z
dc.date.available2014-07-14T12:30:01Z
dc.date.issued2014-06-18
dc.identifier.citationKALLÁS, David. A moderação da concentração setorial no efeito do ambiente institucional na performance empresarial. Tese (Doutorado em Administração de Empresas) - FGV - Fundação Getúlio Vargas, São Paulo, 2014.por
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10438/11865
dc.description.abstractO presente estudo avança a compreensão da performance empresarial ao propor que condições dos setores, especificamente a concentração setorial, moderam a relação entre instituições e desempenho das firmas. Já é sabido que o ambiente institucional impacta o desempenho das firmas (Makino, Isobe, & Chan, 2004) e que as reformas pró-mercado contribuem para que esse efeito seja positivo, tanto para firmas domésticas como estrangeiras (Cuervo-Cazurra & Dau, 2009). A explicação desse efeito é baseada na economia dos custos de transação (Coase, 1937; Commons, 1934). Contudo, não se sabe se o efeito é o mesmo para todos os setores e se fatores moderam a relação. Esta tese contou com 230.222 observações referentes a 10.903 empresas em 64 países em um intervalo de 23 anos coletados em diferentes bancos de dados. Foi testada a interação de seis variáveis institucionais com o índice Herfindahl-Hirschman (HHI) para três variáveis dependentes diferentes: retorno sobre ativos (ROA), retorno sobre patrimônio líquido (ROE) e crescimento de vendas composto de três anos. Duas estratégias empíricas foram utilizadas: modelos com efeitos fixos e modelos hierárquicos (multinível). Os resultados confirmaram a hipótese de que a interação do HHI é significante e negativa com quatro variáveis institucionais: voice and accountability, efetividade do governo, qualidade regulatória e controle da corrupção. Concentração setorial modera o efeito do ambiente institucional na performance empresarial. Em contextos onde as instituições são sólidas, a força de agentes como sindicatos, associações, imprensa e consumidor assume poder de barganha, refreando o poder das empresas e o oportunismo. Regras legais, direito comum e instituições tendem a limitar o poder unilateral em relações contratuais de todos os tipos, independe da fonte do poder (Macneil, 1980). Observou-se adicionalmente que a proteção ao oportunismo se dá principalmente por meio das instituições informais, como a proteção à democracia, direitos do consumidor e controle da corrupção. Ao propiciar poder aos outros agentes que interagem com as empresas, instituições fortes garantem o enforcement de compromissos contratuais, em particular os contratos sociais (Argyres & Liebeskind, 1999). Como implicações, essa tese propõe que estratégias de expansão dentro do setor, aquisição de participação de mercado e fusões e aquisições dentro do setor são mais adequadas em ambientes institucionais mais fracos que em ambientes fortes. Empresas que possuem alta participação de mercado devem reconhecer o impacto negativo que podem sofrer em seu desempenho a partir de melhorias institucionais. Finalmente, o estudo reforça a importância do reconhecimento por parte de governos de que setores e firmas se beneficiam de forma desigual das mudanças institucionais. O conhecimento prévio desses impactos pode servir de direcionamento para a formulação de políticas públicas justas e eficientes. As principais limitações estão relacionadas à base de dados, exclusivamente composta de empresas com capital aberto, a forma pela qual a classificação de algumas empresas diversificadas foi feita e o fato dessa tese não investigar diretamente o poder de barganha nem ao menos o oportunismo, mas somente o poder moderador da concentração setorial no efeito das instituições no desempenho.por
dc.description.abstractThis research extend the understanding of firm performance by proposing that industry conditions, specifically industry concentration, moderates the relation among institutions and firm performance. It is already known that institution matters (Makino et al., 2004) and that promarket reforms positively affect firms’ profitability in developing countries for both domestic and foreign firms (Cuervo-Cazurra & Dau, 2009). The explanation is based on transaction costs economics (Coase, 1937; Commons, 1934). However, it is not known whether this effect is the same for all industries and if there is any moderating effect. This thesis built a database of 230,222 observations of 10,903 companies in 64 countries in a 23 years interval. Data was gathered from various sources. Regressions tested the interaction between the Herfindahl-Hirschman Index (HHI) and six institutional variables, considering three dependent variables: return on assets (ROA), return on equity (ROE) and 3-year compound annual sales growth rate. Two empirical strategies were used: fixed effects and hierarchical (multilevel) models. Results confirmed the hypothesis and were significant for the negative interaction between HHI and four institutional variables: voice and accountability, govern effectiveness, regulatory quality and control of corruption. Industry concentration moderates the effect of institutions on firm performance. When institutions are strong, the strength of stakeholders like unions, associations, press and consumers became bargaining power, limiting firms power and opportunism. Legal rules and institutions, common law and others, limit unilateral power in contractual relations of al kinds, whatever may be its source (Macneil, 1980). In addition, this thesis proposes that the protection against opportunism is mainly on informal institutions, like democracy protection, consumer rights and control of corruption. Strong institutions enforce contractual commitments, in particular, social contracts (Argyres & Liebeskind, 1999). As a result, this thesis argues that strategies of expansion within the industry, as market share dominance, mergers and acquisitions and growth strategies may fit better on weak institutional contexts. Firms that have high market share must acknowledge the negative impact of institutional improvements. Finally, governs must understand that industries and firms benefit unequally from institutional changes. Anticipating this knowledge may drive the formulation of efficient and fair public policies. The main limitations are the database was exclusively made of public traded companies, problems on industry classification for diversified firms, and that this work did not directly investigate the bargaining power or opportunism, but the moderating effect of industry concentration.eng
dc.language.isopor
dc.subjectTransaction costs economicseng
dc.subjectBargaining powereng
dc.subjectOpportunismeng
dc.subjectIndustry concentrationeng
dc.subjectInstituiçõespor
dc.subjectEconomia dos custos de transaçãopor
dc.subjectPoder de barganhapor
dc.subjectOportunismopor
dc.subjectConcentração setorialpor
dc.subjectInstitutionspor
dc.titleA moderação da concentração setorial no efeito do ambiente institucional na performance empresarialpor
dc.typeThesiseng
dc.subject.areaAdministração de empresaspor
dc.contributor.unidadefgvEscolas::EAESPpor
dc.subject.bibliodataAdministração de empresaspor
dc.subject.bibliodataDesempenhopor
dc.subject.bibliodataEficiência organizacionalpor
dc.subject.bibliodataCustos de transaçãopor
dc.subject.bibliodataPlanejamento empresarialpor
dc.contributor.memberAndreassi, Tales
dc.contributor.memberLazzarini, Sérgio G.
dc.contributor.memberMarcon, Rosilene
dc.contributor.memberXavier, Wlamir Gonçalves


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