Razão e Administração: revisitando alguns elementos fundamentais

Autores

  • Laís Silveira Santos Universidade do Estado de Santa Catarina
  • Mauricio C. Serafim Universidade do Estado de Santa Catarina
  • Daniel Moraes Pinheiro Universidade do Estado de Santa Catarina / Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas - ESAG/UDESC.
  • Maria Clara Figueiredo Dalla Costa Ames Universidade do Estado de Santa Catarina

Palavras-chave:

Razão. Racionalidade. Administração. Práxis. Phrónesis.

Resumo

As ações e os processos administrativos parecem estar em um período pós-racional, no qual a racionalidade se tornou uma palavra mal compreendida, sendo a ação racional comumente associada ao cientificismo e à tecnocracia. Acreditamos que esse estereótipo pode ter um fundo de verdade, mas é, sobretudo, baseado em um mal-entendido fundamental que buscamos esclarecer. Assim, o objetivo deste ensaio teórico é revisitar o conceito de razão, base de toda ciência social, a partir da argumentação de que ela é una e indivisível, sendo denominada aqui razão lúcida. Após um resgate da concepção clássica de razão e sua transavaliação do período moderno, essa contextualização forneceu bases para responder a seguinte pergunta: “como formular uma razão da práxis apta a guiar a própria práxis pelos caminhos de um procedimento racional?”. Sugerimos que a resposta se encontra na razão lúcida, constituída pela unidade entre a prudência (phrónesis), pautada por uma lógica contextual e instrumental, e as intenções, baseadas na razão em seu sentido substantivo. É a partir desse conceito que podemos compreender a tensão experimentada nas organizações, inerente à vida da razão, por meio de uma atitude parentética. Concluímos que, assim como a razão enquanto característica humana é única, a discussão da racionalidade no contexto das organizações também deve ser pautada pela não separação literal entre duas ou mais racionalidades, mas reconhecendo a ação administrativa como racional, em seu sentido singular, com as múltiplas faculdades que a compõem.

Biografias Autor

Laís Silveira Santos, Universidade do Estado de Santa Catarina

Doutoranda em Administração na Universidade do Estado de Santa Catarina (ESAG/UDESC); Pesquisadora do Núcleo de Pesquisa e Extensão em Inovações Sociais na Esfera Pública (NISP/UDESC).

Mauricio C. Serafim, Universidade do Estado de Santa Catarina

Professor associado do Departamento de Administração Pública (DAP) e do Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade do Estado de Santa Catarina (ESAG/UDESC); Vice-líder do Núcleo de Pesquisa e Extensão em Inovações Sociais na Esfera Pública (NISP/UDESC); Doutor em Administração de Empresas pela Escola de Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas de São Paulo (FGV/EAESP). 

Daniel Moraes Pinheiro, Universidade do Estado de Santa Catarina / Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas - ESAG/UDESC.

Professor adjunto do Departamento de Administração Pública (DAP) da Universidade do Estado de Santa Catarina (ESAG/UDESC); Pesquisador do Núcleo de Pesquisa e Extensão em Inovações Sociais na Esfera Pública (NISP/UDESC); Doutor em Administração pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Maria Clara Figueiredo Dalla Costa Ames, Universidade do Estado de Santa Catarina

Doutoranda em Administração na Universidade do Estado de Santa Catarina (ESAG/UDESC); Pesquisadora do Núcleo de Pesquisa e Extensão em Inovações Sociais na Esfera Pública (NISP/UDESC).

Publicado

07-12-2018

Edição

Seção

Artigos