Aprofundamento das esferas públicas para a gestão social: caminhos para uma reconstrução empírico-descritiva e normativa

Autores

  • André Spuri Garcia Universidade Federal de Lavras
  • José Roberto Pereira Universidade Federal de Lavras
  • Valderí de Castro Alcântara Universidade Federal de Lavras
  • Elaine Santos Teixeira Cruz Universidade Federal de Lavras

Palavras-chave:

Esfera pública. Gestão social. Habermas. Esferas subalternas.

Resumo

Neste artigo, buscamos reconstruir as esferas públicas como uma categoria empírico-descritiva e normativa das pesquisas em gestão social. Nesse processo, revelamos que o conceito de esfera pública passou por críticas e reformulações nas obras de Habermas (1962; 1981; 1992) e que as concepções mais atuais abrangem uma pluralidade de públicos, interesses e opiniões, bem como dimensões conflitivas e potenciais opressivos. No que tange à escolha metodológica, este artigo é um ensaio teórico. Para a construção deste ensaio, foi realizada uma ampla pesquisa bibliográfica focada principalmente na literatura sobre “gestão social” e “esfera pública”. Identificamos várias lacunas e limitações nos entendimentos sobre esfera pública pelos estudos do campo da gestão social e, considerando as limitações como processos de aprendizagem, buscamos avançar a partir de novos elementos. Argumentamos que, se considerarmos as esferas públicas como locus de pesquisas da gestão social (normativo e empírico-descritivo), é importante destacar que: (1) as esferas públicas são locus de consensos e conflitos; (2) podem tanto se constituírem concretamente de elementos democráticos e emancipatórios quanto opressivos; (3) são formadas por uma diversidade de públicos (e contrapúblicos) com diferentes “capacidades” de acesso e argumentação; (4) no Brasil, houve a formação de esferas públicas subalternas; (5) as características das formações de esferas públicas não podem ser importadas e (6) a efetividade das esferas públicas é influenciada por estruturas sistêmicas. Finalmente, mostramos que a reconstrução defende o potencial descritivo, normativo e crítico das esferas públicas, especialmente, se a pluralizamos e exploramos seu desenvolvimento a partir de Habermas, seus comentadores e críticos.

Biografias Autor

André Spuri Garcia, Universidade Federal de Lavras

Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal de Lavras - Departamento de Administração e Economia (DAE/UFLA). Graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Ouro Preto.

 

José Roberto Pereira, Universidade Federal de Lavras

Professor associado da Universidade Federal de Lavras (DAE/UFLA). Mestre em Administração pela Universidade Federal de Lavras e Doutor em Sociologia pela Universidade de Brasília (UnB).

Valderí de Castro Alcântara, Universidade Federal de Lavras

Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Administração (DAE/UFLA). Graduado em Administração pela Universidade Federal de Viçosa - Campus de Rio Paranaíba. Mestre em Administração pela Universidade Federal de Lavras.

Elaine Santos Teixeira Cruz, Universidade Federal de Lavras

Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Administração (DAE/UFLA). Graduada em Turismo pela Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - Campus Diamantina. Especialista em MBA Executivo em administração com ênfase em recursos humanos pelo Centro Universitário da Grande Dourados/MS.

Publicado

04-05-2018

Edição

Seção

Artigos