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Repositório FGV de Periódicos e Revistas

A criação de um setor de software entre os contextos periférico e semiperiférico: o campo organizacional como um sistema aberto

Luiz Alberto da Costa Mariz

Resumo


Este artigo focaliza mudanças institucionais incidentes na formação de um campo organizacional de software ancorado numa região periférica. Seu objetivo é descrever essas mudanças e investigar a influência do ambiente institucional no surgimento do campo. É adotado o estudo de caso, pois se trata de um objeto de natureza complexa e peculiar, sendo exploradas insuficiências teóricas no conceito de campo organizacional.
Uma mudança fundamental observada foi o rompimento - por parte dos professores universitários - com a norma da “dedicação exclusiva” (GREENWOOD; SUDDABY; HININGS, 2002) e a outra, a ultrapassagem do limiar da legitimação (ZIMMERMAN; ZEITZ, 2002) das empresas. Enquanto o contexto periférico pareceu propiciar uma maleabilidade institucional na intermediação entre universidade e empresas, o ambiente semiperiférico proveu empresas que podem ser consideradas “consumidores empreendedores”.
Uma contribuição teórica reside na crítica à conceituação de campo organizacional, segundo a qual seus participantes, a priori, “interagem mais freqüente e decisivamente uns com os outros do que com atores de fora do campo” (SCOTT, apud SCOTT; DAVIS, 2007, p. 118), pois ela tende a obstruir o aprofundamento da análise de um campo que atravessa díspares ambientes institucionais.

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