Investimento responsável e o combate ao desmatamento nas cadeias de pecuária, soja, papel e celulose no Brasil
Abstract
O agronegócio brasileiro possui participação expressiva na economia nacional, sendo responsável por 23,6% do PIB e 46,6% do total das exportações em 2016. Apesar da importante contribuição que as atividades agropecuárias oferecem à economia, elas exercem intensa pressão sobre a vegetação natural do país. Entre 2007 e 2014, 25% do avanço da soja no Cerrado e 62% do avanço da soja na região do Matopiba (que compreende os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) ocorreram sobre vegetação nativa, enquanto mais da metade dos 8 mil quilômetros quadrados da Floresta Amazônica desmatada em 2016 destinou-se à formação de novas pastagens. Em vista do contexto acima, o presente relatório tem como objetivos: analisar de forma sistemática os riscos ligados a desmatamento a que estão expostas as empresas que operam no Brasil e produzem ou adquirem soja, carne bovina, papel e celulose; identificar os potenciais riscos a que estão expostos os investidores institucionais que investem em empresas dessas cadeias; e propor recomendações sobre como os investidores podem gerenciar tais riscos. Agribusiness is a significant player in the Brazilian economy, accounting for 23.6% of GDP and 46.6% of total exports in 2016. Despite the important contribution of agricultural activity to the economy, it exerts intense pressure on the country’s natural vegetation. Between 2007 and 2014, 25% of the advance of soy in the Cerrado and 62% of the advance of soy in the Matopiba region (which includes the states of Maranhão, Tocantins, Piauí and Bahia) took place on native vegetation, while over half of the 8,000 sq km of deforested Amazon forest was destined to the creation of new pastures in 2016. In view of the context described above, this report aims to: systematically analyse the risks associated with deforestation to which companies producing or acquiring soy, beef, or pulp and paper and which operate in Brazil are exposed; to identify the potential risks to which institutional investors who invest in companies in these chains are exposed; to propose recommendations on how investors can manage such risks.


