Essays: labor market and finance
Abstract
This dissertation investigates the interconnectedness of the labor market environment and firms’ financial policies. The recent theoretical and empirical literature shows that as a fundamental factor of production labor is a relevant friction to firms, impacting their decisions over debt issuance and cash management. Therefore, I study two specific and particular settings regarding this topic: one delineating the effects of a supply-side shock to the American labor market after the events of September 11th and its effects over manufacturing firms’ financial leverage; while the second explores how the end of the compulsory union tax in Brazil – after the labor law reform in 2017 – has affected firms’ cash holdings. In both essays that comprise this dissertation, I show that the operating-financial leverage channel is the main mechanism that transmits these labor market outcomes to the firms’ mix of external and internal funds. In Essay 1, I show that changes in operating leverage after 2001 resulted in a debt decrease to firms located within states that had a smaller share of volunteering personnel to the workingage population numbers. In addition, firms with higher cost rigidity have reduced their financial leverage ratios to avoid financial distress risk through the management of cost savings. For lower-cost firms, the impact on financial leverage is positive. In sum, I provide evidence of the conundrum between operating and financial leverage, and how they work as substitutes. In Essay 2, the reduction of labor rigidity after the enactment of the labor law reform in Brazil impacted firms’ cash holdings by dampening operating leverage effects. This setting allowed firms to undertake less conservative financial policies by decreasing their cash holdings. Further, I find evidence that selling, general & administrative (SG&A) costs – which are deemed ‘stickier’ – become less sensitive to a shock in sales after the reform, suggesting that the operating-financial leverage channel is indeed the main instrument. Esta tese detalha a interconexão entre o ambiente do mercado de trabalho e a política de financiamento das firmas. A recente literatura teórica e empírica sugere que um fator fundamental de produção, como o insumo trabalho, é uma fricção relevante às firmas impactando suas decisões de emissão de dívida e gerenciamento de caixa. Desta feita, eu estudo duas formatações específicas e particulares referentes ao tema: uma, delineando os efeitos de um choque de oferta no mercado de trabalho americano após os eventos do 11 de Setembro de 2001 e os impactos na alavancagem financeira de empresas de manufatura; enquanto a segunda discorre como o fim do imposto sindical obrigatório no Brasil – após a reforma trabalhista de 2017 – afetou a reserva de caixa (cash holdings) das empresas. Em ambos ensaios que compõem esta tese, eu demonstro que o principal canal de transmissão da configuração do mercado de trabalho na combinação de recursos internos e externos da firma é o canal de alavancagem operacional-financeira. No Ensaio 1, eu mostro que mudanças de alavancagem operacional após 2001 resultaram em redução do endividamento nas firmas localizadas em estados americanos onde a razão do número de voluntários perante a população economicamente ativa é menor. Ademais, firmas com maior rigidez de custos diminuíram sua alavancagem financeira de forma a reduzir o risco de dificuldades financeiras através do gerenciamento de corte de custos. Para empresas de menor custo, o impacto na alavancagem financeira é positivo. Em suma, esses resultados evidenciam o dilema entre alavancagem operacional e financeira, e como elas são substitutas entre si. No Ensaio 2, a redução da rigidez no mercado de trabalho após a passagem da lei de reforma trabalhista no Brasil impactou a reserva de caixa das firmas, através da diminuição do efeito da alavancagem operacional. Isto permitiu às empresas a adoção de políticas financeiras menos conservadoras, reduzindo seus níveis de caixa. Além disso, é evidenciado que as despesas administrativas – que são consideradas mais rígidas – se tornam mais sensíveis a um choque em vendas após a reforma, indicando que o principal canal de transmissão é o dilema da alavancagem operacional-financeira.


