A dinâmica da economia brasileira em um modelo DSGE com bancos e empreendedores
Abstract
Este trabalho busca contribuir para uma melhor compreensão de como fricções financeiras e choques financeiros influenciam no surgimento de novas de empresas e, consequentemente, na dinâmica da economia brasileira. Os destaques dessa abordagem são os bancos e a atividade empreendedora, configurados de forma inovadora em um modelo DSGE, que é estimado com dados trimestrais do Brasil para o intervalo que abrange os anos de 2008 a 2016. Tal modelo combina a determinação endógena do número de empresas e fricções financeiras, dando origem a um acelerador financeiro, que é ponto de destaque na criação de novas empresas. Diferente de modelos DSGE com fricções financeiras mais tradicionais, o modelo base deste trabalho expande a restrição financeira dos empreendedores permitindo a escolha entre investir no capital das empresas existentes ou no financiamento de novas linhas de produção. Os resultados obtidos neste estudo confirmam as conclusões de Poutineau e Vermandel 2015 de que as fricções financeiras podem desempenhar um papel crítico na replicação do comportamento do mundo real, concluindo também que os choques financeiros produzem um efeito cumulativo na economia. Por outro lado, verifica que, no caso do Brasil, os fatores financeiros são relevantes, mas não preponderantes, para a criação de empresas no período mais curto da análise, apresentando uma consistente relevância no longo prazo. This paper seeks to contribute to a better understanding of how financial frictions and financial shocks influence the emergence of new firms and consequently the dynamics of the Brazilian economy. The highlights of this approach are the banks and the entrepreneurial activity, innovatively setted up in a DSGE model, which is estimated with quarterly data from Brazil for the interval that covers the years 2008 to 2016. Such a model combines the endogenous determination of the number of companies and financial frictions, giving rise to a financial accelerator, which is a highlight in the creation of new companies. Unlike DSGE models with more traditional financial frictions, the base model of this work expands the financial constraint of entrepreneurs allowing the choice to invest in the capital of existing companies or in financing new production lines. The results obtained in this study confirm the conclusions of Poutineau and Vermandel (2015) that financial frictions can play a critical role in the replication of real-world behavior, also concluding that financial shocks produce a cumulative effect on the economy. On the other hand, it finds that, in the case of Brazil, financial factors are relevant, but not preponderant, for the creation of companies in the shorter period of analysis, presenting a consistent relevance in the long term.


