A taxa de juros natural e a regra de Taylor no Brasil: 2003-2015
Resumo
This paper estimates the natural rate and the Taylor Rule for the Brazilian economy from 2003 to 2015. The natural rate in a small open economy is equal to the international real rate of interest, adjusted for the premium due to country risk and exchange rate risk. This framework allows decomposing the interest rate into components to understand why the Brazilian interbank market rate is so high when compared to other countries. This natural rate is not constant and we use it to estimate the Taylor rule. We test the hypotheses that the Brazilian central bank has changed its response to inflation, output and exchange rate during President Dilma Roussef 's first mandate. We cannot reject this hypothesis with respect to inflation and output gaps. Este trabalho estima a taxa de juros natural e a Regra de Taylor para o Brasil no período 2003-2015. A taxa de juros natural de uma economia aberta pequena é igual a taxa de juros internacional adicionada aos prêmios de risco, do país e do câmbio. Este arcabouço permite analisar os componentes que determinam a elevada taxa de juros do mercado interbancário brasileiro. A taxa natural variou ao longo do tempo e é usada na estimação da Regra de Taylor. Foram utilizadas variáveis do tipo dummy para testar a hipótese de mudança no comportamento do Banco Central à taxa de inflação, ao hiato de produto e ao câmbio no Governo Dilma. A evidência empírica não rejeita a hipótese de que os coeficientes dos hiatos da inflação e do produto, da Regra de Taylor, mudaram no Governo Dilma.


