Por que o GSF virou pesadelo?
Abstract
Num sistema hidrotérmico com esmagadorapredominância de geração hidrelétrica e alta capacidadede armazenamento, configuração do caso brasileiroquando da concepção das regras que hoje disciplinamseu funcionamento, o consagrado e virtuoso despachoonde cada usina é acionada mediante um comandocentralizado resultante da otimização simulada doscustos globais se confirmava como a mais óbvia eadequada solução. Ela é capaz de em muito alavancara capacidade de atendimento energético do parquegerador, principalmente em razão da diversidade entreos regimes hidrológicos das várias bacias. Considerando,entretanto, que esses geradores teriam sua energiavendida no longo prazo com entregas em quantidadespredeterminadas, a abstenção de cada um deles emdecidir autonomamente quanto a sua produção, apesardas imensas vantagens sistêmicas, poderia expô-los a riscos, pois as diferenças entre suas obrigaçõescontratuais e as respectivas produções, sobre as quaisnão teriam controle, passariam a ser liquidadas nomercado de curto prazo, sujeitas a sua larga volatilidade.


