Câmbio fixo ou flexível?
Abstract
No Encontro Nacional de Política Monetária e Cambial ocorrido em dezembro de 1997, um convidado argumentou que a instabilidade da demanda por moeda pós-Real sugeria câmbio fixo. O artigo lembra que se a esta instabilidade se soma a instabilidade do fluxo de capitais internacionais, o câmbio flexível pode ser mais adequado. O artigo é interessante por deixar claro que os elevados juros do Copom neste ano de 2005 teriam que ser ainda muito mais elevados se a economia não operasse com câmbio flexível. Primeiro, porque neste caso a poupança externa vem a socorro da interna automaticamente, sempre que os juros se elevam um pouco (em outras palavras, a oferta de poupança é mais elástica). Segundo, com câmbio fixo a existência usual de defasagens acrescenta ao diferencial de juros uma expectativa de desvalorização que passa a exigir juros internos mais elevados.


