A economia brasileira em compasso de espera
Abstract
Quando o governo Temer assumiu, muitos duvidavam de sua capacidade de sobrevivência. O país afundava em uma profunda crise econômica, com a atividade colapsando, a inflação em alta e as contas públicas em trajetória explosiva: com a baixa popularidade do presidente e toda polêmica que cercou o impeachment de Dilma Rousseff, parecia impossível que o novo governo conseguisse dar o “cavalo de pau” que o país precisava. Como se apontou à época, porém, um programa profundo de reformas não era a única saída; o governo poderia ser bem sucedido desde que combinasse uma melhoria na qualidade da política econômica com uma expectativa de reformas crível o bastante para permitir estabilizar a economia até um momento suficientemente próximo às eleições de 2018, quando o mercado naturalmente começaria a operar com base no crédito a ser dado ao governo que tomará posse em janeiro de 2019.


