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dc.contributor.advisorSilveira, Rafael Alcadipani da
dc.contributor.authorSantos, Leonardo Lemos da Silveira
dc.date.accessioned2014-04-14T12:49:46Z
dc.date.available2014-04-14T12:49:46Z
dc.date.issued2014-02-26
dc.identifier.citationSANTOS, Leonardo Lemos da Silveira. O trem não pode parar: reformando uma oficina de locomotivas. Tese (Doutorado em Administração de Empresas) - FGV - Fundação Getúlio Vargas, São Paulo, 2014.
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10438/11619
dc.description.abstractDe maneira geral, a ideia central da presente tese é compreender como as organizações se organizam, ou seja, acontecem, constituem-se como tal, em tempo real. Para isso, do ponto de vista empírico tomei como referência o dia-a-dia de uma oficina ferroviária, especificamente a área responsável pelo reparo leve de locomotivas. Do ponto de vista ontológico, epistemológico e teórico optei por adotar como referência básica a proposta de Theodore Schatzki. Schatzki propõe uma ontologia das práticas sociais em que o site do social (ou, o contexto no qual a coexistência humana se desenrola) é composto por uma malha não só de nexos de práticas (fazeres e dizeres corporais humanos), mas também de arranjos materiais (objetos, artefatos, corpos). Nessa perspectiva, as organizações em geral poderiam ser entendidas como configurações de malhas de práticas#arranjos materiais. Assim, de forma mais específica procurei analisar – principalmente através do cotidiano dos mecânicos/eletricistas – os fazeres e dizeres corporais e os arranjos materiais envolvidos na prática de reparo e manutenção de locomotivas e que conformavam a oficina. O trabalho de campo, de caráter etnográfico, baseou-se em 6 meses de observação do dia-a-dia da oficina. Além da observação, construí dados através do registro de imagens (fotografias), da consulta a documentos e de entrevistas. A partir daí pude mostrar que a ‘oficina’ (em particular, ou uma organização, em geral), como um fenômeno social, poderia ser tratada como uma malha práticas#arranjos materiais. Apontei que as diferentes atividades (fazeres e dizeres) de programação da manutenção, de alocação de mão de obra, de identificação de defeitos, de inspeção, regulagem e troca de peças e componentes etc, executadas pelos programadores do PCM, pelos líderes de turma e supervisores, pelos especialistas do GAF, pelos mecânicos/eletricistas em meio a, e através de diferentes arranjos (elementos) materiais como o ‘escritório’, a ‘mesa’, os galpões, as valas, a sala de reunião, o sistema de gestão da manutenção, as ‘notas’, as planilhas do GAF, as ART´s e PT´s, a locomotiva, as peças e componentes, as ferramentas, para garantir a disponibilidade e a confiabilidade das locomotivas, bem como a segurança dos funcionários, é que dão ‘vida’ (animam) e ‘materializam’ a ‘oficina’. A partir do que pude observar no campo, recorri também à noção de ciborgue e cyborganization para descrever e aprofundar como elementos humanos (mecânicos/eletricistas) e não humanos (locomotivas, peças, componentes) intra-agiam. Transitei ainda pelo campo do embodiment tendo em vista que passei a me dar conta de que as intra-ações com as máquinas eram frequentemente experimentadas pelos mecânicos/eletricistas como corporais envolvendo posturas, movimentos e vivências. Nesse caso as capacidades perceptivas-sensoriais emergiram como elementos decisivos para que os mecânicos/eletricistas conseguissem realizar o seu trabalho. Argumento portanto que, no caso que estudei, o corpo-(mecânico/eletricista) é também sujeito, tem também papel ativo na vida organizacional, é capaz de produzir (e não só reproduzir) práticas.por
dc.description.abstractThis thesis aims to analyse how organizations happens, constitute themselves as such in real time. Empirically, this was done based on intensive fieldwork carried out in the area responsible for repairing locomotives in one of the largest railway workshop in Brazil. From the ontological, epistemological and theoretical perspective I adopted Theodore Schatzki´s version of social practices as the basic reference. Schatzki proposes an ontology of social practices – called site ontology - to which the social site (or the context in which human coexistence unfolds) is composed of nexuses of practices (bodily doings and sayings) and material arrangements (objects, artifacts, bodies). In this approach, organizations could be understood as meshs configurations of practices and material arrangements. More specifically, I tried to analyze - mainly from the mechanics/electricians perspective - the bodily doings and sayings and materials arrangements involved in performing locomotives repair and maintenance activities that gives life to the workshop. The fieldwork, conducted through ethnographic methods, was based on 6 months of direct observation of the workshop day-to-day. Besides observation, data was gathered by images (photographs), documents and interviews. Following the actors and their practices I could show that the ‘workshop’ (in particular and any organization, in general), as a particular social phenomenon, could be treated as a mesh of practices and materials arrangements. I pointed out that the different activities (doings and sayings) of maintenance scheduling, allocation of manpower, identification of machines problems, inspection, adjustment and replacement of parts and components, performed by the maintenance programmers, the leaders and supervisors of teamworks, by the fails analysts, mechanical/electricians, whithin, and through different material arrangements (and elements) as the ‘office’, ‘the table’, the sheds, the ditches, the meeting room, the maintenance management system, the failures analysts worksheets, the Risk Analysis and Permissions of Work, locomotives, their parts and components, tools, to ensure the availability and reliability of locomotives, as well as the safety of employees, are what actually give ’life’ (animate) and ‘materialize’ ‘the workshop’. From what was observed in the field, I also used the notion of cyborg and cyborganization to describe and discuss how humans (mechanics/electricians ) and nonhuman (locomotives, parts, components ) not simply inter-act, but intra-acted. I revisited the concept of embodiment given that I realized in the fieldwork that the intra-actions with the machines were often lived by mechanics/electricians as involving bodily postures, movements and experience. In this case the sensory-perceptual abilities emerged as a decisive element to mechanics/electricians carry out their work activities. I also argue that the (mechanics/eletricians)-body is also subject, has an active role in organizational life, is capable of produce (not just reproduce) practiceseng
dc.language.isopor
dc.subjectSocial practiceseng
dc.subjectMaterial arrangementseng
dc.subjectEmbodimenteng
dc.subjectEthnographyeng
dc.subjectRepair and maintenanceeng
dc.subjectPráticas sociaispor
dc.subjectArranjos materiaispor
dc.subjectEtnografiapor
dc.subjectReparo e manutençãopor
dc.titleO trem não pode parar: reformando uma oficina de locomotivaspor
dc.typeThesiseng
dc.subject.areaAdministração de empresaspor
dc.contributor.unidadefgvEscolas::EAESPpor
dc.subject.bibliodataLocomotivaspor
dc.subject.bibliodataOficinas mecânicaspor
dc.subject.bibliodataDesenvolvimento organizacional - Aspectos sociaispor
dc.subject.bibliodataEtnologiapor
dc.contributor.memberTonelli, Maria José
dc.contributor.memberPereira, Maria Tereza Flores
dc.contributor.memberTureta, César
dc.contributor.memberBarros, Amon


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